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 VA-11 Hall-A Bar

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MensagemAssunto: VA-11 Hall-A Bar   Ter Ago 01, 2017 7:12 pm




O bar ficava localizado nos subúrbios de Windfalls, as mais diversas pessoas o visitavam de noite. Conhecido pelos drinks exóticos e pelas brigas que ocorriam de vez em quando o VA-11 Hall-A Bar, ou popularmente conhecido apenas como Vallhalla é um lugar interessantíssimo, aqui você é livre para ser quem deseja ser, contanto que não irrite a dona e os outros funcionários.

Jill Stingray

E mais no canto atrás do balcão era possível ver a foto de toda a equipe do estabelecimento.
O único rapaz, conhecido apenas como Gillian era o garçom/faz-tudo do lugar, sempre atendendo clientes, expulsando os indesejáveis e limpando os banheiros.
A mulher com cabelos dourados com uma prótese de altíssima tecnologia no braço esquerdo era Dana Zana, a dona do lugar. No passado dizem que ela foi uma grande lutadora de luta-livre até um trágico acidente.
A garota de cabelos negros era a bartender, Julianne Natalie Stingray, ou simplesmente Jill, como gostava de ser chamada. Basicamente ela vê e escuta tudo que acontece na cidade, diversas pessoas contam suas histórias e Jill as guarda carinhosamente em sua mente e vez ou outra ela conta aos clientes suas próprias história de vida.
E por fim um cachorro estiloso passeava as vezes pelo local, ninguém sabia ao certo quem era o dono do animal.


Foto:
 
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Hanna Blackwell
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Ter Ago 29, 2017 8:04 pm

Hanna acompanhou alegremente Maxwell pelas ruas da cidade até o bar, já que a noite caíra ele estava com um pouco mais de movimento. Enquanto andavam, a menina continuava tagarelando. Max poderia perceber ainda mais facilmente a capacidade que ela tinha de mudar os assuntos, começava falando algo e em algum ponto do caminho estava dialogando sobre outra coisa completamente diferente. Apesar de parecer meio avoada, aquela garota era inteligente. Talvez não uma nerd como gostavam de chamar por ai, mas realmente não era tola.

- Você tinha perguntado sobre minha energia... bom, eu não sei, eu sou assim desde criança. Acho que sou um pouco hiperativa? Provavelmente isso, não consigo ficar parada no mesmo lugar por muito tempo.

Ela puxou-o delicadamente para que entrassem no estabelecimento e questionou em seguida, olhando para o balcão e para a bartender, Jill

- Você prefere que peguemos uma mesa ou que fiquemos no balcão mesmo?
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Maxwell Watson
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Qua Ago 30, 2017 12:23 am

O rapaz apenas sorria e tentava acompanhar aquela conversa de Hanna, mesmo que ela fosse mudar de assunto em poucos segundos, ele realmente acabara se apegando aquela garota. Isso não era algo bom em nenhum sentido, já que Max era capaz de mover os céus e o inferno para proteger aqueles que gostava. Por mais que isso fosse visto como algo bom, o rapaz não possuía limites, faria o que fosse necessário, se fosse necessário prejudicar muitas pessoas apenas para salvar uma pessoa importante para ele, o rapaz iria fazer isso com um sorriso em seu rosto.

- Olha, não duvido de nada. Não que isso seja algo ruim, é bom ter energia.

Ele entrou no local, seu olhar vagando pelo bar memorizando cada detalhe que via. Aquilo já virara um costume do rapaz que nunca deixaria seu corpo, era como se ele fosse o T-800 do Exterminador do Futuro, analisando cada detalhe do que via ao entrar em um local, marcando cada rosto e nome.

- Hm, você decide, por mim tanto faz.
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Qua Ago 30, 2017 4:37 pm

A garrafa quase vazia de whisky sobre o balcão e o copo meio cheio indicava que já devia fazer muito tempo que ele estava ali. Um garoto definitivamente bem vestido, com uma jaqueta de couro azul por cima de um um suéter cardigan branco, um relógio dourado e caro em seu pulso, jeans escuros e sapatos tão polidos como se tivesse acabado de sair da loja de calçados, estava inclinado sobre o balcão, sentado num dos banquetes. Assim que Hana olhasse para Jill, perceberia que a bartender talvez estivesse com alguns problemas, afinal, este mesmo rapaz estava numa discussão para que ela parasse de lhe servir shots e o deixasse pagar pelo casco inteiro da bebida de uma vez. Ele pareceu ter conseguido o que queria, afinal, a garrafa não mais foi levada para a prateleira do outro lado do guichê dessa vez. O jovem encheu o que faltava do copo e, antes de tomar, lançou um olhar por cima dos ombros ao perceber o movimento. Seus olhos pairaram sobre o casal que havia acabado de adentrar o local. Nathan soergueu uma sobrancelha...

- Ora, ora... os pombinhos aí estão procurando diversão? Hey, vocês dois são de Blackwell, não são? - ele sequer os deu exatamente tempo para responder, gesticulando com a mão para a atendente.- Jill, duas doses pra eles, por minha conta.
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Hanna Blackwell
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Qua Ago 30, 2017 11:57 pm

(Olha o Bullyng chegando... q
Judia da Hanna não, Cla, ela é amorzinho. <3)



A menina parecia estar encantada por Max escutá-la tão atentamente sem parecer entediado ou não mandá-la calar a boca. Ela descobriu-se bem em andar ao lado do rapaz, era bastante reconfortante, até.

- Sim, ter energia é incrível, dá vontade de fazer caminhadas, escalar montanhas, fazer esportes radicais, pular de bungee jumping... - ela deu uma verdadeira lista de coisas a serem feitas, era incrível que tivesse fôlego para dizer aquilo tudo sem parar. - Uff... eu tinha que renascer mais umas dez vezes para gastá-la toda.

Decidindo seguir para o balcão, Hanna puxou Maxwell pela manga do casaco, então deu-se pela presença de Nathan. Nathan não era a pessoa mais sã de toda a Blackwell, nem a mais estável, mas não era do feitio de Hanna destratar ninguém sem motivo, então ela olhou para o rapaz e acenou amigavelmente para ele.

- Nós estamos apenas conhecendo a cidade, Max é novo por aqui... - ela ia dizer que não precisava se incomodar, mas o comentário do rapaz fez com que suas delicadas bochechas sardentas corassem de imediato. - Oh, não é nada disso, nós não somos namorados nem nada do tipo. E sim... somos da academia. Eu sou Hanna Blackwell.

Ela apontou para si mesma, então olhou para Max em seguida, numa pergunta muda se ele queria juntar-se ao outro rapaz ou não.
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Maxwell Watson
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Qui Ago 31, 2017 3:04 pm

O fato de Max estar amolecendo e apegando-se a alguém era um fato que deveria ser documentado, e isto também o ajudara a lembrar-se de uma aposta que fizera com seu irmão. Agora ele estava devendo dinheiro para Nathanael, mas a pior parte não era ter que dar-lhe o prêmio por ter ganhado, mas sim aguentar aquele sorriso convencido que o irmão teria em seu rosto. Maxwell já conseguia imaginar ele sem sua mente, e teria ficado irritado não fosse a energia positiva que Hanna transmitia.

- Eu acho que vai precisar renascer mais de dez vezes, isso é muita coisa.

Max não conseguia Nathan, mas notara a presença dele assim que entrara e decidira ignorá-la. Porém, o rapaz se manifestara e agora ele via-se sendo levado até ele, com Hanna o guiando. Não que se importava em interagir com outras pessoas, já que naquele momento usava sua máscara mais sociável, mas sim porque não precisara mais do que um olhar para saber que Nathan era uma pessoa desequilibrada.

- Eu me mudei não faz muito tempo e a Hanna decidiu me mostrar a cidade - Disse o rapaz, completando a frase que a garota deixara no ar. Não ficou envergonhado com o que Nathan falara, não havia nada no mundo que envergonhasse Maxwell Watson - Meu nome é Maxwell Watson.

O rapaz notou o olhar de Hanna e apenas deu de ombros.
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Qui Ago 31, 2017 5:20 pm

(Dá até pena de judiar dela <3 AUEHAUEHAUHEA
Anyway, eu me meti aqui e espero não estar atrapalhando nada <3)


Os olhos de Maxwell deveriam ser uma grande lupa de observação se comparados aos olhos comuns. Bom, não era como se fosse segredo o quanto o caçula dos Prescott era alguém afogado em histeria adolescente; muito pelo contrário, as pessoas de Windfall City estavam cansadas de saber e muitas exaustas de presenciar seus surtos. Embora fosse uma das piores, ele tinha uma reputação, afinal. No entanto, quem olhasse aquele cabelo cor de mel quase ondulado perfeitamente penteado para trás, seu outfit moderno e seus intensos olhos azuis jamais poderia deduzir o que Watson deduziu de cara.
A não ser que chegassem perto o suficiente para notar os finíssimos três arranhões suspeitos em uma de suas bochechas... e mais uma contusão avermelhada sútil próxima ao nariz.

- Really? Boa sorte fazendo uma tour nesse buraco imundo que é essa cidade.- seu tom pareceu extremamente desgostoso, como se realmente acreditasse no que dizia, porém um riso anasalado se procedeu em seguida, quebrando em parte aquele clima. Em parte. Seu riso soava como se doesse para sair.- Ah, eu ouvi falar de você... a nerd animadinha, huh? É legal te conhecer, Hanna. Eu ia perguntar se você era parente do antigo diretor e dono da Academia, mas eu não vou ser tão clichê assim.

Ele disse com um sorriso que beirava ao amigável. Nathan realmente parecia diferente do usual(que era sempre afastando as pessoas de si das piores formas possíveis). A boa energia da garota era tão contagiante assim? Difícil dizer se ele seria afetado, de qualquer forma.
Lançou aos dois um olhar quase divertido.

- Nathan Prescott.- disse, simplesmente, logo depois de ambos se apresentarem, frisando um tanto mais o sobrenome.

O Prescott analisou cada um de cima a baixo por um momento. Ele não era muito bom em disfarçar isso, mas não era algo tão estranho se esperando dele, paranoico como o era. Mas havia algo diferente; ele realmente parecia contente por estar conhecendo pessoas novas...(?)
Wow. Isso era deveras... novo.
O que estava acontecendo, afinal?
Seus inúmeros antidepressivos e o álcool haviam entrado em colapso dentro de seu cérebro?
Era algo que poderia realmente fazer Maxwell questionar sua ideia anterior sobre Nathan.
Naquele momento, os drinques do casal foram postos sobre o balcão, à frente dos mesmos.

- Tá explicado porquê nunca te vi por aí. De onde você veio, Maxwell? Quer dizer, você tem sorte de ter uma companhia legal pra te acompanhar, pelo menos.- ele sorriu.- Aliás, cuidado com os shots. Vocês tem cara de que nunca tomaram nem um baby-champanhe.- aquilo soou apenas como uma leve brincadeira, embora houvesse ali embutido um tom desafiador.
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Hanna Blackwell
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Qui Ago 31, 2017 9:33 pm

(Huahsuhaush eu ia dizer que isso nunca te impediu, ai lembre da Ag. q
Por mim ta tudo tranquilo. :3)


Hanna deixou escapar uma gostosa gargalhada após a resposta de Max, ela coçou brevemente a bochecha, ainda sem soltar totalmente suas mangas. O rapaz já deveria ter percebido que raramente ela o fazia, a única vez fora quando tocara diretamente o braço dele, ou quando o celular escapulira de suas mãos e por um milagre permanecera intacto.

- Bem, pode ser mesmo, mas eu gosto de pensar que poderei fazer muitas coisas quando for um pouco mais velha. Viver a vida ao máximo, entende?

Ela manteve a mão sobre o braço de Maxwell, provavelmente esquecendo-se de que estava ali. Seus grandes olhos escuros piscaram para Nathan, sem nem sequer pensar direito sobre o que estava falando, fez um gesto em direção a própria bochecha, um reflexo da dele.

- Sabe, seu rosto está marcado... espero que esteja tudo bem. - fazendo uma pausa, a garota inclinou a cabeça para um dos lados. - Jura? Eu acho uma boa cidade... - dissera aquilo quase com inocência... claro que não se comparava a Londres, de onde Hanna viera originalmente, mas achava realmente aquela cidade simpática.

A jovem sorriu calmamente, rindo um pouco com o comentário.

- Ah, eu agradeço por isso, sempre fazem esse tipo de pergunta... eu realmente não sou, é apenas coincidência. - Hanna levou a mão livre a boca. - É difícil não saber quem é você, Nathan, mas digo que é um prazer conhecê-lo.

Talvez ela fosse se arrepender daquelas palavras, ou talvez não. Quem poderia prever o que poderia acontecer com aquele trio tão diferente reunido? A jovem desceu os olhos para o drink sobre o balcão, considerando que um ou outro não seria nada demais, afinal fora com aquele intuito que ela e Max foram ao bar. Ir a um bar e não beber era algo meio... estúpido.

- Não tomamos um o quê? - Hanna perguntou, com o copo em meio caminho da boca, parado no ar até ouvir a resposta.
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Maxwell Watson
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Qui Ago 31, 2017 9:49 pm

( Por mim não tem problema também ^^ )

Aquele hábito que Hanna tinha gerou uma pequena dúvida em Maxwell, de como ela chegara a adquirir aquilo. Mas preferiu deixar isso para outra hora, costumes como aquele estavam fortemente ligados ao passado de uma pessoa e por mais curioso que fosse, Max não estava disposto a entrar no passado daquela garota.

- Ah sim. Bom, isso definitivamente não é para mim, eu gosto de levar uma vida tranquila.

De fato, Maxwell era um verdadeiro analisador humano, nada passava despercebido por ele e todos os mínimos detalhes eram notados instantaneamente. Chegava a ser assustador o quão bom ele era nisso, tudo o que precisava era de um minuto olhando para uma pessoa e logo saberia o que ela era, como pensava e como agia. Claro que isso não funcionava em alguns casos, mas eram os poucos que conseguiam enganá-lo e estes eram quase tão quebrados quanto a própria mente de Maxwell era. Ele preferiu não comentar sobre os ferimentos que estavam no rosto de Nathan, já que foram estes que o ajudaram a confirmar suas suspeitas de que o rapaz era problemático.

- Aaah, você é o Prescott do qual ouvi falar - Maxwell falou, um pouco de sua verdadeira personalidade escorregou para fora por alguns segundos e um sorriso repleto de malícia surgiu no rosto de Max, para sumir tão rapidamente quando aparecera - Eu venho de Eseldorf - O rapaz deu uma leve risada do que ele próprio falara, era uma piada interna que ele possuía com seu irmão - Eu venho de uma cidadezinha rural, você provavelmente nunca ouviu falar nela. Bem simples, bem religiosa, bem pacata.

Maxwell deu um pequeno sorriso com o desafio de Nathan, já que não tinha o costume de recusar qualquer tipo de provocação que envolve-se álcool.

- Você ficaria surpreso - Falou Max, virando a bebida em um único gole, sem nem mesmo se preocupar com o que tinha dentro do copo.
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Qui Ago 31, 2017 10:59 pm

( Ag foi a única vez que eu fui boazinha na minha vida OASJOIAJS
alien UHUUUUUUUU )

Seu semblante congelou por uma fração de segundo antes que ele disfarçasse isso e passasse a mão pela bochecha, guiando-se pelo gesto de Hanna como se ela fosse sua imagem espelhada.

- Ah, isso...- ele deu de ombros.- Meu gato. - ele não tinha um gato. Tampouco muito talento para mentir, aparentemente... mas eles não tinham de fato como saber, na verdade.- Qual é, é claro que você acha bom com esse seu ar otimista. Não tô julgando... pra ser sincero é isso o que tá faltando nesse lugar, sabe?

Ele pareceu sincero dessa vez, olhando-a de maneira amigável, ao mesmo tempo que seu copo de whisky era esvaziado até a metade quando ele o levou aos lábios, fazendo um breve esgar ao gosto forte que desceu queimando. Então eles já tinham ouvido seu nome por aí; nada surpreendente até agora, porém, isso não costumava lhe dar lá os melhores créditos ou avaliações. De qualquer forma, a julgar sobre o quanto a conversa fluía, pensou que talvez eles não fizessem parte daqueles grupos anti-Prescotts com slogans "kill the rich boy" por aí.
No entanto, em algum momento em sua análise Nathan percebeu que era como se estivesse olhando para dois lados opostos da moeda. Aquela alteração no rosto de Maxwell... ele a notou por mais rápida que foi. Aquilo entrou direto na parte das memórias em sua mente e teve a impressão de que era como se ele lembrasse daquele tipo de expressão. Geralmente as via quando era mais jovem, assim que ingressara em Blackwell três anos atrás... quando Nathan Prescott era humilhado por caras fortes e populares. Ele via sorrisos como o de Maxwell na multidão de adolescentes que se recusavam a fazer algo, apenas de pé ali como se assistissem a um show, um mínimo programa para entretê-los no meio de todo o tédio que sentiam.
Já Hanna, era o tipo de pessoa que sempre costumava chegar lá, pedir por ajuda afim de parar a briga, ajudá-lo a se levantar... por mais que ele sempre empurrasse essas pessoas para longe também. Ele não iria aceitar ajuda e se sentir ainda mais indefeso, afinal.
Isso tudo passou por sua cabeça, mas ele não comentou ou demonstrou. Precisava se focar no momento... era importante que mantivesse o foco.

- Ah, é claro que vocês ouviram falar sobre mim. Não tenho tanta certeza se eu deveria perguntar o que ouviram. Whatever, Else-quê? Shit man, acho que eu não conheço mesmo essa cidade... e cara, não me diga que você é um mórmon ou algum crente.- ele brincou, frisando a parte "religiosa" da tal cidade, é claro. Ele se voltou para Hanna, divertindo-se com a pergunta dela.- Sabe aqueles champanhes fraquinhos que você toma na casa da avó no natal? Eu estava dizendo que vocês têm cara de quem só tomam aquil-...

E Maxwell virou o copo que saboreava como uma tequila bem suave.

- Uh, o novato manda ver... ainda bem que eu não apostei nisso.- ele riu.- Sinto que você merece um duplo, Maxwell. Mas dessa vez, com isso aqui.- ele apontou para a garrafa de whisky que estava desde o início sobre o balcão. Ele tinha uma cor caramelada de dar receio.- E você, Mrs."nós-não-somos-namorados-nem-nada-do-tipo", vai nos acompanhar nessa?
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Hanna Blackwell
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sex Set 01, 2017 12:16 am

(Teve o Kit também, ai eu bullynei ele com a Melisandre. q
<3 <3 <3)


Aquele hábito... era como se ela escondesse algo. Ou como se não gostasse que vissem demais do seu corpo, embora essa segunda teoria fosse furada por o pouco que aparecia de suas pernas, entre a barra da saia e as meias longas que usava. Considerando toda a expansividade atual da garota, no entanto, era difícil pensar sobre a verdadeira razão daqueles gestos.

- Você é uma pessoa "simples" então... que não deseja muitas coisas, talvez? Mesmo assim, se você quisesse muito fazer algo, não o faria? É dessa forma que vivemos ao máximo... no limite entre os sonhos e a realidade.

Se Hanna notara a mentira de Nathan, não deixou transparecer. Ela apenas assentiu com a cabeça, rindo docemente.

- Use álcool para desinfetar, por via das dúvidas. - seus olhos piscaram e a garota sorriu, usando a ponta do dedo indicador para enrolar uma mecha de seus cabelos cacheados. - Pode ser, apenas tento ver o melhor lado das coisas. - uma reação humilde. Max já teria notado-a antes. O modo como a menina agia modestamente, sem erguer os olhos acima de ninguém, e aparentemente de nenhum lugar, também. - Se você diz!

A menina não parecia ter reparado naquele sorriso de Maxwell ou as reações de Nathan. Ela viera até aquele lugar para divertir-se, e qualquer outra coisa que saísse daquele tópico seria evitada. Era claro que ouvira as coisas sobre Nathan... Sobre o que os Prescotts e aquele policial, Stan, faziam com a cidade. Nada fora feito contra ela, contudo, e não vira nada disso acontecer debaixo de seus olhos. De qualquer forma, Hanna não era o tipo de pessoa que julgava alguém. Era difícil sequer imaginar que aquela garota animada e gentil poderia brigar com alguém... é claro que sempre haveriam limites que não deveriam ser ultrapassados.

- Na verdade ele é um artista. - a menina disse com um tom de sabedoria que poderia ser engraçado, e seus olhos caíram novamente sobre o drink. - Eu não bebo muito, na verdade.

Ao ver Maxwell virar a tequila num gole só, surpresa percorreu momentaneamente seu rosto. Hanna parecia um pouco reticente em fazer o mesmo, ela já admitira ao amigo que era fraca com bebida. Bom... talvez uma ou duas não fossem fazer tãaaaaao mal. Tomando coragem, ela simplesmente colocou o copo na boca e virou-o também, demorando alguns segundos de caretas para responder:

- Por que não?
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Maxwell Watson
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sex Set 01, 2017 2:18 pm

Toda aquela curiosidade não fazia bem para Maxwell, que quando suspeitava de algo começava a investigar até descobrir o que era. Não pela necessidade de entender o que lhe era desconhecido, mas apenas para ver se as teorias que sua mente gerara estavam corretas. E na maior parte das vezes elas estavam, a inteligência e o conhecimento do garoto não eram brincadeira.

- Exatamente isso. Por mais que eu queira escrever um livro, não me sinto na necessidade de viver dessa maneira. Só podendo estar em paz já é o suficiente.

Aquela mentira de Nathan não passara despercebida por Maxwell, mas ele não falou nada. Se alguém mentia, era porque tinha um motivo por trás disso. Até onde ele sabia, apenas seu irmão mentia por mentir. O rapaz não tinha como saber pelo o que o Prescott passara na infância, por mais que se realmente desejasse ele fosse descobrir de uma maneira ou outra, mas sabia muito bem como era ser humilhado e odiado, porém o seu passado não o afetava. Nem um pouco. A verdade é que Max era um verdadeiro demônio em pele humana, tudo lhe divertia, quanto mais errado melhor e o que os outros sentiam não era de seu interesse. Se ele tivesse ingressado em Blackwell três anos atrás, o que seria impossível já que ele estava acorrentado naquela época, provavelmente estaria entre a multidão, rindo. Mas, para ser justo, Max ria de tudo e todos, a exceção mais atual era Hanna. Ele não conseguia lidar com pessoas como ela.

- Eu ficaria surpreso se tivesse ouvido falar, Eseldorf é uma cidade fictícia do livro '' O Estranho Misterioso '' de Mark Twain, o nome literalmente significa '' Vilarejo de Idiotas '', o que resume minha cidade muito bem. E sim, eu sou um artista - Poderia parecer algo um tanto agressivo para se falar de sua própria cidade, mas se aqueles dois tivessem vivido nela, provavelmente chegariam a mesma conclusão que Maxwell. Em Helhole, só haviam idiotas e filhos da puta.

A tequila desceu pela garganta de Max, porém seu rosto permaneceu o mesmo.


- Tenho que admitir, eu sou viciado em bebidas - Falou Max, então vendo Hanna virar tudo em um só gole - Cuidado, você me disse que não aguenta muito - Então seu olhar voltou-se para a garrafa de whisky que estava em cima da mesa e ele abriu um sorriso - Me parece uma boa ideia.
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sex Set 01, 2017 5:02 pm

(Melisandre deixou o Kit traumatizado, tadinho AAAAAAAAAAAAA que nostalgiaaa]

"Estar em paz já é o suficiente"...
Aquilo ecoou em sua mente por um tempo. E ele achou melhor se manter isento de comentários sobre isso.
Ele ouviu a indicação de Hanna em silêncio. Preferiu não levantar a questão de que os arranhões não eram lá tão recentes - eles apenas haviam ficado, de fato, bem marcados. Uma unha definitivamente afiada; uma feminina.
E a ocasião a qual eles surgiram... argh... ele forçou essas lembranças a descerem rasgando por sua garganta quando tomou mais um gole de seu copo. Num segundo, ele pareceu tudo, menos confortável.
Não.
Ele tinha que manter. O. Foco.

- Artista, eh?- seus olhos se voltaram para o outro rapaz. Se o passado de Watson não lhe afetava, Nathan era o produto moldado e puro de suas experiências, vítima do próprio histórico. Apesar de ser rico e aparentemente ter tudo de "mão-beijada", nada foi realmente fácil. Desde a imensa pressão familiar(os Prescotts conseguiam ser tão desajustados entre si quanto conseguiam ser com o restante da cidade), os inúmeros abusos sofridos, o bullying, os distúrbios mentais, a crescente e inevitável mudança do garoto fraco e chorão para o extremamente revoltado e turbulento....
Isso era assunto para outra hora.- Agora eu entendi o porquê de Windfall. Veio se misturar com os hipsters daqui?- brincou.- Nah, artistas se dão bem aqui... um ponto positivo desse pie-hole. Eles tem um monte de programas, principalmente em Blackwell. Isso é, se você quer ficar famoso, né.  

Nathan soergueu uma sobrancelha quando o rapaz falou, no entanto.

- Heh, engraçado. Me pegou, geek-ass. Eu não leio muito, brah. -O jeito que falava soava como se ele fosse um grande ignorante, seguindo o esteriótipo de riquinho valentão. O que não era verdade. O boletim de Nathan em Blackwell estava entre os mais prestigiados, e seu desempenho nas tarefas também. Tudo por empenho próprio.- Mas eu podia chamar Windfall da mesma coisa, mas não vou estragar a expectativa de vocês.

O motivo daquela cidade ser tão tóxica para Nathan era algo complicado de se entender, se sua família tinha total controle dela.
Bem... quase. A briga por território entre os Prescotts e o maluco Stan era acirrada, afinal.

- Meooow, mostre as garras, Hanna!- ele riu quando viu ela virar o copo.- Nah, relaxa, ela vai ficar bem. Deixa a garota se divertir, cara. O primeiro porre a gente nunca esquece.

Nathan agarrou a garrafa de whisky, pronto para servi-los, é claro... mas ele acabou batendo o vidro da garrafa no próprio copo, e aquele copo rolou pela mesa depois de espirrar nas roupas de Hanna.
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sex Set 01, 2017 8:26 pm

(É o que acontece quando a pessoa usa uma venda nos olhos e a outra quer ver o que tem por baixo,ué. q Meh, bateu saudade mesmo.)


Hanna olhou atentamente para Maxwell com as palavras dele e apoiou com delicadeza uma das mãos em seu ombros.

- Se é o que quer, certamente conseguirá.

Visto que não havia mais assunto sobre o dito arranhão no rosto de Nathan, Hanna acomodou-se sobre um daqueles bancos altos em frente ao balcão. Ela tinha que fazer um certo esforço para consegui-lo, afinal não era muito alta, mas depois de alguns segundos conseguiu subir sozinha e recostar o cotovelo na madeira a sua frente, olhando assim para os outros dois.

- Isso é verdade... as pessoas das belas artes fazem a festa por aqui. - ela deu uma pequena risada, cruzando as pernas em seguida, com cuidado para não cair ou levantar demais a saia no processo. - Foi por isso que eu vim. A repercussão desse lugar chega a ser internacional, um pouquinho absurdo, até.

Hanna era uma leitora de primeira viagem, para ser sincera. Apesar de ser boa aluna e devorar facilmente livros didáticos, ela jamais tinha se interessado pelos outros, até ser presenteada com um exemplar de Alice no Pais das Maravilhas. O que naturalmente faria a maior parte dos jovens bufar e atirar tal obra pela janela, acabou deixando-a fascinada pela leitura. Dessa forma, ela também não entendera de que vila Max era originalmente, mas como pertencia a outro país, era de se esperar que houvesse algum lugar assim... saber que tal nome era imaginário aguçou brevemente seus sentidos.

- Há coisas boas em todo lugar. - Foi tudo o que disse, com um sorriso gentil no rosto, enquanto apoiava o copo vazio sobre o balcão e observava Max. - Eu estou bem, estou... tomando conta de mim mesma. Não vou exagerar. - Seus olhos escuros estreitaram-se um pouco quando fitou Nathan novamente. - Mas eu não quero ficar de porre, dizem que é horrível.

Ela parecia realmente certa daquilo. Se ia dizer algo mais, ou pedir uma segunda bebida, talvez, foi impedida pelo copo que Nathan acabara de derrubar. Instintivamente a garota foi tentar reverter o problema, tentando segurá-lo, mas sua coordenação motora para coisas que não envolviam atuar ou dançar era uma droga, então... Hanna saiu ainda mais respingada do que deveria. Uma gotinha surgiu em sua cabeça, enquanto esta descia-a para fitar seu moletom molhado.

- Er... ops.
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Maxwell Watson
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sex Set 01, 2017 9:15 pm

Maxwell abriu um pequeno sorriso para Hanna, não era todo dia que ele simplesmente ia em frente e falava seu sonho para quem encontrava. Até porque viver em paz era o único sonho que ele possuía.

- Eu sei que vou.

Max também ajeitou-se melhor no banco, sem toda aquela dificuldade que Hanna tinha, já que o rapaz era um pouco mais alto que ela. Apoiou os ombros em cima do balcão e virou seu rosto para encarar os outros dois que estavam ali, demonstrando um pouco de interesse naquela conversa, por mais que este fosse apenas por educação, Maxwell não importava-se muito com nada do que se passava naquela cidade.

- Ficar famoso não é o plano - Afirmou Maxwell, com um pequeno sorriso - Por mais que eu goste da ideia desses programas que eles tem, é um bom utensílio para aprender mais sobre arte.

O sorriso de Maxwell abriu-se um pouco mais, ele não esperava que eles fossem conhecer uma referência tão específica como o nome de uma cidade em um livro de Mark Twain, por mais importante que este autor fosse nos Estados Unidos, pessoas mais jovens não tinha o costume de ler os livros dele, principalmente O Estranho Misterioso, que fora seu último e mais sombrio livro.

- Não é um algo ruim, não ter lido aquele livro, é meio chato para falar a verdade - Max falou, observando Hanna atentamente, esperando para ver quando o álcool iria afetá-la - Se você diz, eu acredito - O rapaz deu uma pequena risada quando a garota falou - É horrível, na primeira vez pelo menos. Depois você se acostuma.

Maxwell era um projeto de alcoólatra, bebia muito e constantemente. Por mais que falasse que bebia apenas por gostar, isso não passava de uma mentira. Parecia até uma piada, já que a frase era usada com tanta frequência que se tornara uma espécie de meme, mas Max bebia para esquecer. Ou para morrer, ele ainda estava incerto nesse ponto. Ele observou a cena sem mover um músculo para tentar segurar o copo, ele nunca impedia nada de acontecer.

- Opa...
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sex Set 01, 2017 10:40 pm

- É, acho que ser famoso e "estar em paz" não combinam.- ele apenas comentou por comentar.- Se você é mesmo um artista, eu deveria te chamar pra fazer uns bicos nas ilustrações dos cartazes do Vortex Club. Sabe, aquele grupo cool da Academia.- talvez ele estivesse se referindo à pequena, reclusa e exclusiva panelinha mais famosa de Blackwell, que reunia os fortões babacas dos esportes e as patricinhas mais atrevidas. Um dia, aquele grupo havia sido fundado pelo antigo diretor da escola para serem verdadeiros patrulheiros, alunos que se uniriam contra a opressão no local de ensino e se moveriam para ajudar os outros. Porém, essa ideia tinha ido por água a baixo...- Se você ainda não conhece, vai conhecer uma hora ou outra, Maxwell. Eu sou o líder.- tinha que ser, não é mesmo?

- É... a repercussão é enorme, sim. Mas eu ainda conheço artistas que preferem... se manter anônimos, sabe?

Nathan enfiava a mão dentro do bolso do casaco quando seu copo bateu ao chão e ele observou os outros dois focados naquilo. Então, pegou a garrafa de whisky com a específica mão antes ocupada, segurando pelo gargalo e tapando a boca do casco com os dedos brevemente e, só depois, o recolocando na mesa para observar o que antes era seu copo se resumir a cacos de vidro molhados no chão.

- Tsc... acho que estou mais tonto do que imaginei. Tá vendo? Isso é o início de um porre.- ele disse meio que divertidamente para Hanna, observando o estado da garota.-  Oh, cara, d-desculpe. Quer dizer, foi mal mesmo, Hanna... sua saia parece ter molhado também. Talvez você devesse ir enxugar isso? Eles tem uns daqueles secadores engraçados nos banheiros daqui, ok? Ah, mas hey.- aquele chamado se validou para ambos, enquanto Nathan erguia novamente a garrafa - intacta, por sua vez - e serviu os copos do casal maneira a enchê-los displicentemente, numa quantidade razoável. Por sua vez, o pouco que sobrara na garrafa, ele a ergueu para si.- Antes de tudo, não me deixem no vácuo, falow? Um brinde aos porres.
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Hanna Blackwell
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sab Set 02, 2017 12:14 am

A moça sorriu de maneira gentil e assentiu com a cabeça, fazendo um sinal de beleza com ambas as mãos, antes de apoiar as palmas delas do lado de suas pernas no tamborete onde agora se sentava Ela pôs-se a fazer desenhos ali com a ponta dos dedos, usando a água que escorria das garrafas para isso.

- Acho que a fama assusta algumas pessoas. Ou as desgasta... não é qualquer um que consegue lidar muito bem.

Hanna ainda parecia bem. Ela encarou Max de volta e piscou os olhos para ele, logo subindo os dedos aos lábios para esconder o ínicio de um bocejo.

- Eu estou feliz da vida em não experimentar isso, tenho baixa tolerância a dor. - ela olhou mais uma vez para as mangas e a saia molhada, suspirando em seguida. Outra pessoa teria tirado a blusa de cima para evitar ficar com as partes molhadas grudadas ao corpo, mas Hanna não o fez. - Está tudo bem, não foi nada... secadores engraçados?

Havia séria dúvida em sua voz, a menina ignorou mais um pouco as vestes grudentas e pegou seu copo recém-cheio, erguendo-o um pouco.

- Aos porres! - brindou, embora não fosse seu objetivo tomar um.
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Maxwell Watson
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sab Set 02, 2017 12:35 pm

- Ou você tem um ou você tem o outro, não tem como ter os dois ao mesmo tempo - Maxwell sabia muito bem como era ser famoso, por mais que sua fama fosse limitada a Helhole, ela não era necessariamente boa. Ele conhecia o Vortex Club, mesmo estando ali a pouco tempo, ele escutara o suficiente para saber muito bem que tipo de clube era, e os tipos de pessoas que o frequentavam - Pagando bem, que mal tem?

Max notou que Hanna não se preocupou em ficar com a roupa molhada, havia algo nisso que atiçava a sua curiosidade. Mas acabou por dar de ombros, não literalmente, o passado de outros não era de seu interesse, nem todos tinham uma vida calma e tranquila, o próprio Max sabia muito bem que o passado de uma pessoa podia ser sombrio e repleto de tragédias. A sua história era uma horrível, mas aquela personalidade do rapaz o mantivera são. Por mais insano que Maxwell fosse, isso não era um produto do que sofrera.

- Aos porres - Maxwell brindou, com um pequeno sorriso em seu rosto.

Só então que foi lembrar que prometera nunca mais beber. Mais uma promessa quebrada se juntava a enorme pilha que crescia mais e mais a cada dia que se passava. Não que Max não fosse uma pessoa que quebrava promessas a todo momento, mas conforme o tempo passou ele começou a ignorar isso cada vez mais.
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sab Set 02, 2017 1:25 pm

- Vocês estão certos.- a respeito de fama, estavam sim. E Nathan podia dizer isso com certeza, uma coisa que talvez tivesse em comum com Maxwell fora que ele nunca tivera a chance de construir sua própria fama ou mesmo ficar fora dela, afinal, ela já viera etiquetada com o nome Prescott desde que nascera - e, graças ao histórico, as pessoas de Windfall costumavam repudiar tudo que fosse daquele rótulo.- Hm, então fechou, dude. Eu te procuro depois.- disse para Watson.

Ele observou que Hanna não parecia querer sequer tirar o moletom de cima, e aquilo rondou sua mente em questões para isso por alguns segundos, mas ele apenas respondeu:
- É, aqueles automáticos que você não consegue acertar o sensor.- ele riu, revirando os olhos no entanto.

Após o brinde, Nathan levou a boca do casco de whisky até os lábios, virando-a ali para só depois voltar-se ao casal novamente.

- Sentiram como isso desce queimando?

Seus olhos estavam meio opacos, como se o efeito da bebida estivesse realmente fazendo efeito agora. Já fazia muito tempo que Nathan estava naquele bar, afinal.

- Ah, cara, eu já deveria ir... está na minha hora.- ele disse, erguendo-se do banquete, mas ele segurou-se no mesmo assim que o fez, passando uma das mãos pela testa.- What-the-fuck... cara, seria pedir demais que você me ajudasse chegar até a saída?- sua pergunta foi dirigida até Maxwell, e Nathan realmente esperou que aquilo fosse possível ou ele provavelmente levaria um tombo tendo que rodear aquelas mesas para chegar à porta.
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Sab Set 02, 2017 8:51 pm

- Isso acontece de vez em quando. - Hanna riu sobre o comentário de estar certa, voltando a desenhar sobre a bancada. Ela já ouvira falar sobre aquele clube também, mas não fazia parte do mesmo. Não fazia muito tempo que a própria havia chegado a escola também, embora fosse claro que estava lá pouco tempo a mais que Maxwell.

A menina balançou um pouco os braços, como que para tirar o excesso de umidade. Mesmo assim, tomara o cuidado de não deixar suas mangas cumpridas subirem. Com o comentário seguinte de Nathan, Hanna começou a rir.

- Ah, eu sei o que são... lidar com eles é quase como começar uma guerra entre humanos e máquinas!

Após o brinde a menina virou o copo. A bebida de fato desceu queimando tudo em seu caminho, o que forçou-a a fazer uma careta e escondê-la por trás da manga molhada. Depois de tossir um pouco e começar a se abanar, Hanna pareceu novamente capaz de responder.

- É... difícil não sentir, acho.
- ela viu Nathan quase cair ao tentar se levantar, depois de alegar que estava indo embora. Rapidamente a garota desceu do próprio banco, sentindo ela própria um pouquinho de tontura, mas de alguma forma isso não fez com que Hanna caísse. - Oh... você vai pra casa sozinho nesse estado, algo pode acontecer contigo!
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Dom Set 03, 2017 8:24 pm

- Certo, só procurar o quarto com a marca de chute na porta - Maxwell falou, sorrindo. Talvez a única coisa que tivesse em comum com Nathan era o fato de que ambos sabiam o quão prejudicial a fama podia ser. Caso algum deles acabasse por viajar até Helhole, a sanidade dos dois seria questionada por Max caso isso acontecesse, eles com certeza iriam escutar as histórias sobre o Servo do Demônio e sua estranha história.

O olhar de Max não desgrudou das mangas da Hanna, aquilo estava atiçando demais a curiosidade dele. Quem sabe, em algum outro momento mais oportuno, ele fosse perguntar para a garota o motivo daquilo, mas duvidava que fosse ganhar uma resposta decente.

Maxwell virou o copo logo após o brinde, a bebida descendo queimando por sua garganta provocou uma clara expressão de prazer no rosto do rapaz, fazia um bom tempo que não bebia algo tão bom assim. Para ele, quanto mais forte a bebida melhor era. Talvez, se tivesse um pouco mais de dinheiro, ele fosse acabar bebendo todo dia e virar um alcoólatra. Um final pouco digno para quem aguentara o que ele aguentou.


- Muito bom - Ele murmurou, então viu Nathan tentar levantar-se. Normalmente deixaria ele ir cambaleando e tropeçando até a porta, mas por fim levantou-se e segurou o rapaz para que ele não caísse, deixando que ele se apoiasse em seu ombro - Acha que aguenta chegar até em casa?

( Eu que estou me recuperando de uma ressaca, estou fazendo meu personagem beber :p )
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Dom Set 03, 2017 9:26 pm

[ Dois mundos, duas realidades -qq
Eu queria ter motivos pra estar de ressaca Sad OAJSOAIJSAIOJSAOJ ]

- Chute na porta? Bad-ass.- murmurou.- Você não tem cara que chuta portas.

Seus olhos se voltaram para Hanna e Nathan riu de maneira meio embriagada.

- Não é? Odeio aqueles sensores... a tecnologia é uma merda as vezes. Por que não nos dão papel-toalha de uma vez?- viu quando a garota se levantou, praticamente acompanhando-o no movimento, e Nathan soergueu uma sobrancelha, embora depois do alerta da menina ele apenas tivesse feito um muxoxo que deixou claro o quanto ele temia aquilo: nem um pouco.- Hey, está tudo bem, ruivinha. Eu acho que Windfall soltaria fogos de artifício se alguma coisa acontecesse comigo... inclusive meus pais. Oh, eles dariam uma festa enorme! - rosnou aquilo embutido em sarcasmo.

Só pareceu ter noção do peso das palavras que dissera alguns segundos depois, afinal seus olhos azuis baixaram, e foi quando sentiu o apoio de Maxwell. Agradeceu mentalmente pelo rapaz ter se prontificado, afinal, ele poderia muito bem recusar e tinha mesmo trejeitos de quem faria aquilo se a ocasião fosse outra(?).

- Valeu, cara... eu posso sim, eu só preciso chegar lá fora e pedir um táxi. Deve estar vazio, mas não demora a passar um... - era de se esperar, afinal, era um bar. O ponto principal de pessoas precisando que dirigissem por elas, pelo menos se não fossem suicidas. Nathan Prescott não era do tipo que tinha lá tanto amor pela vida, porém... ele estava apenas seguindo o roteiro. No entanto, Nathan ergueu o rosto mais uma vez para a menina, e ela podia sentir que ele a olhava intensamente daquela vez. Uma olhada em suas mangas úmidas. Nathan também percebeu a peculiaridade da garota. Ela pode sentir que sua expressão era amargurada, embora nada disso realmente estivesse exposto em seus traços.- Aí, Hanna, foi muito bom te conhecer... e, mais uma vez, me desculpe por ter te molhado. Me desculpe, desculpe mesmo. Eu sei que você é alguém que não merece isso...  -  aquela última frase pareceu um pouco dramática demais, mas ele estava alterado, afinal. Era uma despedida.

A garrafa de whisky que ainda estava em sua mão foi deixada sobre o balcão novamente.

- Hey Max, só me deixe na saída, sim? Eu assumo dali. É que mal consigo distinguir se tem uma mesa ou duas na minha frente... - dito aquilo, ele fez um certo esforço para manter-se reto e apoiado no rapaz, andando à frente.
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Ter Set 05, 2017 9:02 pm

(Huahsuahsuhaus
Eu só fiquei de ressaca uma vez na vida pra nunca mais. q)


Hanna quase falara demais, pois ela sabia quem fora que chutara a porta de Maxwell... ou melhor, ele confirmara isso para ela. No entanto, ela ficara sabendo que o garoto e Melissa Carter estavam tentando "se matar" um dia desses na lanchonete e achou prudente permanecer calada sobre tal assunto, pelo menos por hora.

- Absolutamente mais prático. - ela ergueu uma das mangas molhadas, para fazer um típico movimento de rebelião. - Abaixo os secadores, vida longa aos papéis toalhas! Se lutarmos por nossa causa, iremos conseguir!

Alguns outros clientes do bar olharam para ela de maneira estranha, mas a garota ignorou-os (propositalmente ou não) e voltou a atenção ao seu copo, chegando a conclusão que deveria beber algo que não parecesse ácido descendo por sua traqueia.

- Isso é algo horrível de se dizer, é claro que alguém deve se preocupar. - ela manteve-se em pé, observando Nathan. Hanna realmente era uma garota boa demais. Se fosse outra pessoa, depois de escutar tudo que aquele rapaz teoricamente havia feito, simplesmente teria virado-lhe as costas. - Ahn, o prazer é meu. É sério, não tem problema, logo consigo secá-las outra vez, não é nada de mais!

A garota apressou-se a seguir os dois rapazes, mesmo que tivesse ficado claro que eles só iriam até a saída do bar.
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Maxwell Watson
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Ter Set 05, 2017 9:41 pm

( Eu já tive muitas ressacas, mas eu, babaca que sou, não paro :p)

- Foi uma outra pessoa, não eu - Max adoraria falar o nome de Melissa apenas para ver a reação que Nathan teria, mas preferiu manter aquele pequeno detalhe em segredo, por enquanto.

Por mais que estivesse achando aquela conversa sobre secadores, o rapaz não esboçava reação alguma, preferindo manter-se em completo silêncio por algum tempo, enquanto olhava para o fundo do copo, refletindo um pouco. Acabou por se perguntar quantas vezes repetira aquela mesma cena, sentado em um bar virando qualquer bebida que fizesse seus olhos lacrimejarem? Vezes demais para contar, com certeza.


- Claro, sem problemas. É para isso que amigos servem, não é mesmo? - Aquela última fala dele saíra tão repleta de maldade e segundas intenções que talvez fosse aquilo que deixasse claro que Max não era uma pessoa boa.

O rapaz carregou Nathan até a entrada do local lentamente, sabia que se tentasse andar rápido com ele o rapaz provavelmente acabaria tropeçando nos seus próprios pés. Pelo canto de seu olho ele observava Hanna, talvez a garota tivesse bebido o suficiente ou simplesmente desejasse acompanhá-los naquela pequena caminhada.
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   Ter Set 05, 2017 9:56 pm

☬ Assim que colocaram os pés na entrada do bar, no exato momento em que Maxwell soltou Nathan, o segundo rapaz mal poderia pressentir - ou sequer ver, de tão alto que estava - quando alguém aproximou-se rapidamente e quebrou algo em sua cabeça, nocauteando-o quase que instantaneamente. Após observar o corpo caído (desmaiado, não morto, obviamente), Melissa Carter apoiou o mural semi-destruído - que usara para enganar o senso depreciativo de Nathan - no chão e cruzou os braços. ☬

- Eu disse que você ia se ver comigo, seu riquinho de merda.

☬ Só então pareceu notar os outros dois que estavam juntos a Nathan, fazendo uma careta de desgosto em seguida. ☬

- Que diabos vocês dois estão fazendo aqui?
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MensagemAssunto: Re: VA-11 Hall-A Bar   

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