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 Quarto do Maxwell

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Melissa Carter
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Ter Ago 14, 2018 3:46 pm

☬ Mel não sabia qual era a razão daquilo que começava a sentir quando estava perto de Max. Teria ela se viciado nele? Em fazer sexo com ele? Isso não condizia com sua personalidade. Sim, ela já tivera um amante, mas ele era-lhe mais como um professor e amigo do que outra coisa. Mesmo assim, as coisas que aprendera e experimentara com o líder de sua gangue pareciam frágeis e pálidas comparadas ao que Max lhe proporcionara. Ela deveria parar de uma vez por todas de beber quando estava próxima dele. Melissa sentia como se desejasse passar mais tempo com o "Demônio Número 1". E isso a deixava francamente confusa.
Não que a quantidade de alcool em seu sistema nervoso ajudasse a mantê-la muito lúcida. Embora ele estivesse começando a dispersar. ☬


- É lógico que não, seu i-d-i-o-t.a! - okay, talvez o alcool ainda estivesse fazendo um pouco de efeito, ela corou um pouco e virou o rosto para o outro ladro, cruzando os braços e disposta a ignorá-lo. Era ótimo não ter de se preocupar em acordar grávida, isso era uma verdade. Ela olhou novamente para ele, por cima de seu ombro, e estreitou os olhos, abandonando a caneca com cerveja que pretendia roubar dele, já que a sua tinha sido atirada longe. - Sim, já deu por essa noite.

☬ Ela fez menção de erguer-se mas antes foi pega e beijada. Diabos. Ele não se cansava de fazer aquilo, Melissa rapidamente agarrou seu rosto, com a intensão de beliscá-lo de leve. Mas... mas a proximidade com ele era tão agradável. E Max a esquentava. E eles estavam um pouco altos... e por que não fazer aquilo de novo? Por que não aproveitar um pouco mais daquele calor?
Mel colocava a culpa na bebida para não admitir que passara a desejá-lo mesmo sem ela. A garota fez uma careta e soltou-o, inclinando o corpo em sua direção para beijá-lo, desta vez mais longamente que antes. ☬


- Espero que seu quarto esteja bem aquecido.
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Maxwell Watson
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Ter Ago 14, 2018 9:50 pm

- Prefere transar com camisinha hoje? Por mim tudo bem - Era tão bom provocá-la, fazê-la perder a cabeça e a paciência. Se Melissa estivesse sã, ela não deixaria tantas brechas assim para provocações. Porém ela estava longe de estar sóbria. Ambos estavam, na verdade. Apesar de não terem chegado em um estágio onde se enrolavam para falar, como fora da última vez, certamente estavam bêbados o suficiente para que aquelas provocações fossem feitas a todo momento. Tomou um gole de sua caneca de cerveja e passou o resto para Melissa, sorrindo enquanto via-a beber - Se mandemos então.

Como era bom beijá-la, ter aqueles lábios contra o seu. Era como uma chama que se espalhava pela palha seca, incontrolável e sedenta por mais. Após aqueles dois beijos, Maxwell puxou-a para cima e segurou a mão dela, levando-a até o balcão onde pagaram suas contas, um sorriso pervertido e ao mesmo tempo calmo estampado em seus lábios. Assim que pagaram, a mão de Maxwell soltou a de Melissa e passou pela cintura dela, puxando-a mais para perto.

- Você sabe que ele é quente. E não se preocupe, eu vou te deixar fervendo hoje - Ainda segurando-a pela cintura, Maxwell levou-a para fora do bar, extremamente animado com o que estava por vir. Só a imagem de ter ela em sua cama novamente era... Diabo, ele estava queimando de tesão - Vamos indo, então?
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Natasha Korolenko
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Ter Ago 14, 2018 10:13 pm

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Ter Ago 14, 2018 11:56 pm

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Melissa Carter
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Qua Ago 15, 2018 12:25 am

- Eu já disse que é melhor sem... não que eu vá transar com você de novo, eu não estou dizendo isso! - ela respirava rapidamente, o peito subindo e descendo, era capaz de ver o rubor espalhar-se por seu rosto novamente. Merda... ela havia passado da conta novamente. O pior era que aquilo soava mais como uma mentira, e estava bastante óbvio isso.

☬ Deixar o bar caminhando ao lado dele, com sua cintura cingida, após aquele beijo, não fez muito mais para deixa-la sã. Melissa estava começando a entrar naquele ponto que estava fora de si e dizia coisas que não queria... ou melhor, que não diria normalmente. Mas ela o desejava tanto... aqueles beijos de antes haviam aceso uma fogueira dentro dela, que só poderia ser apagada após queimá-la completamente, com a pele dele contra a sua. Melissa não era do tipo que caçava pessoas para satisfazê-la por causa de sexo, e se ela tivesse voltado sozinha ela certamente arranjaria outras formas próprias para aliviar aquele desejo. Mas nada seria como Max. E se ela podia tê-lo, por que não aproveitar? Por que não se entregar? ☬

- Você sempre... me deixa assim. - ela disse, mais para si mesma do que para ele, nem se dando conta que falara aquilo alto. Sua respiração fez uma nuvem condensar-se a sua frente e Melissa instintivamente agarrou-se mais a Max para livrar-se do frio. Seus seios pressionaram de leve o braço dele, algo bastante clichê até. Céus... ela estava molhada desde a pegação no canto do bar, e apenas aquela conversa já estava deixando excitada de novo. Havia algo de muito errado com ela. - Vamos rápido, sim?
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 20, 2018 3:48 pm

- Não? Pois me parece que é justamente isso que você está dizendo - Havia algo em provocar Melissa que tornava toda a ação extremamente satisfatória. Talvez fosse a revolta dela, que sempre vinha acelerada e no máximo. Ou os raros momentos de vergonha dela, que começaram a surgir após a noite que passaram juntos. No final das contas, sempre valia a pena provocar ela. Era algo gratificante.

A popularidade de Maxwell com as garotas daquela cidade demorara uma única semana, após isso o ódio por ele começou a espalhar-se pela Academia e lá se foram quaisquer chances de uma companhia mais íntima. Não que ele fosse um desesperado por sexo, era algo bom de se fazer, mas certamente não era uma necessidade extrema. Porém, agora ele estava com Melissa e subitamente ele queria que sexo se tornasse algo do cotidiano. Correção, ele queria que sexo com a Melissa se tornasse algo do cotidiano. Não precisava ser muito, só a ideia de poder tocá-la e beijá-la a qualquer momento era algo que deixava-o em chamas, o devorava por dentro e o fazia querer ainda mais. Aquela garota só podia ser uma súcubo, para atraí-lo daquele jeito.


- Eu posso dizer o mesmo - Okay, Maxwell também sabia dizer coisas que o envergonhariam no dia seguinte. Escutara o comentário de Melissa e o respondera com naturalidade e sinceridade. Grudado nela, sua mão desceu um pouco mais da cintura dela, indo diretamente para um dos glúteos, onde firmou-se com um apertão e não parecia que ia soltar tão cedo. Maxwell voltou seus olhos azuis para ela e abriu um sorriso pervertido, algo que deixaria até mesmo um íncubo com inveja - Se está com tanta vontade assim, podemos sempre entrar em um beco...
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 20, 2018 4:05 pm

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 20, 2018 8:37 pm

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 20, 2018 11:09 pm

- Você está imaginando coisas. - ela resmungou, desviando o olhar.

☬ Ah... mas como Melissa o queria. De alguma forma, sem perceber, Max havia se tornado alguém desejável, alguém que a excitava. Era tão raro que ela se sentisse daquele jeito que Mel não sabia como lidar. Ela não era aquele tipo de adolescente que transava apenas porque outros estavam trasando ou para competir com outrem. Ela fazia sexo porque queria, e definitivamente não era com qualquer um. Havia, porém, uma energia em Maxwell Watson, algo como um imã, que puxava-a em direção a ele. Apesar de dizer muitas vezes que a situação naquela noite que partilharam nunca deveria ter ocorrido, a verdade era que ela gostara... e uma parte dela não se arrependia de ter bebido tanto e se entregado para ele. ☬

☬ Mel não respondeu, limitando-se a corar ligeiramente e observá-lo de esguelha. O apertão em sua nádega a fez estremecer. Normalmente ela estapearia quem ousasse fazê-lo, mas se contentou em apenas dar um tapa no braço de Max... sem dizer que aquele mero toque fizera-a esquentar-se completamente. Sem dar o braço a torcer que sim, poderiam parar no primeiro beco e transar até o amanhecer...
Ou não... becos não eram muito higiénicos, nem privados, muito menos confortáveis.
Se fosse para escolher, Melissa preferia continuar aquilo na sua cama. ☬

- Nem fodendo... não nesse tipo de lugar. - ela se deu conta que estava rebatendo-o sem negar a afirmação novamene e revirou os olhos. - Está frio aqui fora. É por isso...

☬ Ela pôs-se a falar sem pensar mais uma vez. ☬

- Mesmo que você possa me esquentar, prefiro fazer numa cama macia.
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Dom Ago 26, 2018 5:50 pm

- Não estou não ♫

Melissa Carter era única. Certamente era a pessoa mais interessante que Maxwell já conhecera, com sua atitude flamejante, língua afiada e punhos prontos pro combate, ela era uma das pessoas menos sociais possíveis, uma vez que sempre falava o que pensava e não media palavras para criticar alguém, sempre fazendo isso de maneira rude e brusca. E tudo isso era o que constituía aquele charme que ela possuía. Havia alguns poucos alunos em Blackwell que eram atraídos por Melissa, mas isso, pelo o que Maxwell escutara, se devia a aparência dela. A garota era muito atraente, afinal de contas. Mas era apenas Maxwell que fora atraído pelo charme daquela garota. Havia, sim, naquele monte de ódio, graxa e palavrões, a única pessoa até então que conseguira atiçá-lo daquela maneira. Era como uma sereia, surgindo das águas e encantando Maxwell a afundar-se junto com ela. A diferença era que Maxwell jogaria-se na água assim que visse Melissa, sem precisar ouvir os cantos ou as palavras doces. Não era só pelo sexo, apesar de esse ser um enorme fator na atração dos dois, mas sim pelo fato de Melissa proporcionar a Maxwell uma enorme paz com sua sinceridade, um calor com seu infindável fogo e uma paixão enorme com seu jeito de ser.

- Justo, podemos esperar até chegarmos a Academia - Com um último apertão no glúteo de Melissa, ele soltou o local e sua mão voltou até a cintura dela, mantendo-a perto de si - Sem falar que, em um beco você não pode ficar por cima de mim. Não de uma maneira confortável, é claro... Vamos nos apressar, está realmente frio e eu quero te esquentar logo
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Dom Ago 26, 2018 6:06 pm

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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Dom Ago 26, 2018 6:54 pm

- Deuses, não comece você também a cantar no meu ouvido. - Melissa já tinha que lidar com o sotaque exótico e propositalmente cantado de Ame a todo tempo. Ela começou a considerar que aqueles dois acabaram passando tempo o bastante juntos para Max ser contaminado com o vírus da cantoria.

☬ Melissa vira Maxwell Watson através de suas máscaras desde que o conhecera, ele não conseguira "fingir" ser um bom garoto por muito tempo. É claro, ela vira muito mais do que aquela personalidade distorcida de um demônio. E talvez fosse por essa mesma razão que passara a se preocupar. Que passara a se apegar... e, por fim, talvez estivesse apaixonada por tudo aquilo que encontrara sob as máscaras. Talvez Melissa Carter nunca percebesse a longevidade do que sentia ou sequer admitisse isso, para si mesma ou até mesmo para Max. Mas seu instinto acabava levando-a até ele do mesmo jeito. Se ela pudesse olhar dentro de si mesma, perceberia que havia muitas razões para que ela o adorasse. E elas começavam a aumentar gradativamente, dia após dia... independente da noite de prazer que ambos tiveram. ☬

- Você é um imbecil em apontar isso, mas não posso contornar esse argumento. - ela passou vagamente a mão pelas costas dele, sua coxa roçando propositalmente contra a dele. - Eu quero começar por cima hoje... então sinta-se contente.

☬ Ela não sabia se era efeito da bebida, mas parecia que aquilo se tornara um acordo e que aquele tipo de coisa ocorreria ainda mais vezes. A Melissa sóbria dentro de si gritava loucamente que aquilo era um absurdo, enquanto a Melissa bêbada lâmbia os próprios lábios e sussurrava coisas picantes que eles dois poderiam fazer...
Merda... ela se deu conta que estava começando a sentir falta de aquilo tudo. ☬
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 27, 2018 2:13 pm

- Eu estou muito, mas muito contente.

E de fato estava. As últimas semanas de sua vida foram horríveis, porém naquele momento ele conseguia esquecer-se de tudo, das sombras que assolavam a sua mente, dos problemas que tivera em seu passado e do caos que fora aquela boate. Mas ali, não havia espaço para essas tragédias, não com Melissa em seu lado. Ele conseguia simplesmente esquecer-se de tudo, deixar de lado os problemas e focar-se no lado bom de sua vida, algo que ele não conseguia fazer sozinho.

- Quase lá...
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 27, 2018 2:37 pm

- Sim... quase...

☬ Melissa deixou escapar um suspiro que poderia ser de satisfação ao ver as portas da academia. Ambos atravessaram os portões sem qualquer problema ou impedimento, assim como Hanna e Dante um pouco antes deles, e rumaram em direção ao quarto de Max. O rapaz poderia nitidamente sentir os dedos de Melissa pressionando sua cintura, ameaçando deslizar para baixo, em direção a barra de sua camisa. O corredor estava vazio, não havia ninguém para ver quando os dois chegaram perto da porta do quarto de Maxwell e Melissa soltou-se dele para que pudesse abrir a porta, logo em seguida, porém, enroscando-se nele e passando seus braços pelo pescoço de Max para poder beijá-lo. ☬

- Ah... aqui está... realmente mais quente...
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 27, 2018 7:10 pm

Maxwell mal chegou a abrir a porta e logo viu-se agarrado a Melissa, beijando-a. Impressionava-o o quão rápido ela conseguia fazê-lo perder o completo controle de si. Suas mãos recomeçaram a passear pelo corpo dela como um todo, colando-a contra a porta que ainda estava fechada, apesar da chave ter destrancado ela. Só precisavam girar a maçaneta e afundariam-se um no outro, bastava um movimento da mão de Max e ambos estariam em uma noite de prazer. A boca de Max desceu para o pescoço de Melissa, passeando suavemente pelo mesmo, seus lábios tocando cada canto possível. E então, o celular de Maxwell tocou. Com um suspiro ele puxou o mesmo e viu o nome na tela. Nathaniel. Seu irmão raramente o ligava, apenas para coisas importantes.

- Espera... só um pouco - Com clara dificuldade ele soltou-se de Melissa e atendeu o celular - Nate?... Okay, você está gritando. Eu? Eu estou na Academia... É claro que estou bem... Você não está fazendo sentido... Tá, tá! Vou... Vou seguir o mesmo caminho de sempre. Você sabe qual é!... Esse mesmo. Tá, até.

Guardando o celular no bolso, ele voltou seu rosto para Melissa e beijou-a mais uma vez, deixando que suas mãos passeassem completamente por ela. Cada canto possível seria tocado. Ele queria girar a maçaneta e abrir aquela porta. Mas algo lhe falava para não fazer aquilo, que o aviso de seu irmão era importante. Merda. Merda merda merda.

- Eu... tenho que ir. Alguma coisa aconteceu e o Nathaniel precisa da minha ajuda.
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 27, 2018 8:04 pm

☬ Ah... tocá-lo estava começando a se tornar uma obcessão... ou melhor, uma necessidade. Aquele beijo foi o suficiente para calar a boca da pequena sobriedade de Melissa Carter e arrastá-la para um ponto que não deveria haver volta. Mas havia... o toque de celular fez com que a boca de Max e o resto de seu corpo soltassem-na, enquanto Melissa deixava escapar um barulho baixo de insatisfação. Entretanto, ela ficou calada, observando Max debater com aquela pessoa que parecia desconhecida... até o próprio rapaz citar seu nome. ☬

☬ Nathaniel Watson. Uma ruguinha de estresse surgiu em sua cabeça, vestígios da personalidade violenta natural de Melissa retornando. Maldito empaca foda. Ele poderia até não ser o caprula que Maxwell acreditara por tantos anos, mas Mel era incapaz de não detestar sua inconveniência. Entretanto, a julgar pela conversa, aquilo deveria ser sério... ☬

☬ Max logo desligou o telefone, vindo em sua direção e cortando a frase que ela estava prestes a falar com um beijo. Melissa cedeu novamente, seu corpo tocando o dele novamente, as mãos dele criando rastros escaldantes em sua pele. Deus, como ela queria aquilo... mas a julgar pela conversa, Maxwell iria embora. Havia quase um pedido mudo para que ele não fosse em seus olhos quando a boca de ambos se separou, Mel mordera os lábios com força e ajeitou o sobretudo sobre suas vestes, mais uma vez fora do lugar. ☬

☬ Diante da passagem de Maxwell Watson, ela nunca conseguia ficar intacta. ☬

- E... está tudo bem, deve ser algo sério. Você tem que correr, não é. - sua expressão desanuviou-se um pouco. - Nós... nós podemos falar sobre isso depois.

☬ Era o óbvio que o fogo não tinha se extinguido, mas aquela reação fora o suficiente para trazer a Melissa prática de volta a tona. Aparentemente, o "falar" dela não tinha segundas intenções. Bom, não naquele contexto, pelo menos. ☬
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 27, 2018 8:59 pm

- Mas eu...

Ele olhou para Melissa. Ele a queria. Muito. Naquele exato momento. Mas é claro que precisava ir até seu irmão, parecia ser algo realmente urgente, apesar das palavras de Nathaniel não terem feito muito sentido. Algo sobre uma prisão, mas a mente de Max estava bagunçada demais naquele momento para fazer sentido do que ele estava falando. Ainda segurava Melissa, suas mãos na cintura da garota, sua boca pairando sobre o ombro dela. Queria mordê-la. Queria satisfazê-la. Mas por fim soltou-a.

- Sim, podemos sim... Venha me ver mais de tarde e conversamos...
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Seg Ago 27, 2018 11:28 pm

☬ Ela não queria deixá-lo ir. O calor em seu corpo pedia para que este se unisse ao de Max... mas o momento tinha passado. Melissa sentia vagamente o hálito dele em seu ombro, as mãos em sua cintura. Mas Maxwell soltou-a, e ela percebeu que realmente estava sendo ridicula. Ela também afastou-se da porta, após desencostar-se da mesma, e ndireitou vagamente os cabelos negros atrás da orelha. ☬

- Eu acho que não deve ser algo que vai conseguir resolver tão cedo. - ela mordeu o lábio inferior, ajeitou mais uma vez o sobretudo (forçando-se a ignorar a umidade em meio as suas pernas) e deu alguns passos em direção oposta a dele, para os dormitórios femininos. - Bom, é isso... até mais.

☬ Melissa engoliu em seco, percebendo que se continuasse ali parada a observá-lo estaria ridicula, e deu-lhe as costas, apressando os passos pelo corredor que dividia as alas. Max não perceberia a vermelhidão em seu rosto, ou como seu corpo tremia vagamente. Ela olhou por cima do ombro para ele uma última vez, com uma expressão dificil de decifrar, e continuou seus passos. ☬

- Me procure quando você estiver livre de novo.

☬ Ah... aquilo soara tão pervertido, mas até Max reaparecer na frente de Melissa ela já estaria sóbria o suficiente para socar a cara dele se ousasse chegar perto demais. Dando passos mais firmes, ela seguiu seu caminho, os dentes ainda roçando pelo lábio inferior... céus, como era dificil ignorar a vontade... ☬

☬ Ela definitivamente estava perdida. E começava a perceber isso. ☬
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MensagemAssunto: Re: Quarto do Maxwell   Ter Set 04, 2018 2:50 pm

Dia 29 de Junho - Meia noite e meia

- Eu vou te procurar sim.

Maxwell deu as costas para ela começou a caminhar para sair da Academia. Ele estava irritado. Muito irritado. Ia passar uma noite maravilhosa com Melissa e agora não podia. Claro, era seu irmão lhe chamando e parecia ser algo urgente, apesar das palavras dele não terem feito muito sentido. Mas tinha como ter um horário pior que aquele? Merda. Saiu da Academia sem maiores problemas, o segurança que normalmente guardava os portões não se importava com as entradas e saídas de alunos.

Caminhando pelas ruas, uma enorme caminhonete 4x4 passou por ele, o único carro nas ruas. Não tinha como ter certeza, mas Maxwell pensou ter visto um rapaz de cabelos brancos dirigindo a caminhonete preta. Quanto mais andava, mais e mais o efeito do álcool passava. Talvez a raiva estivesse ajudando nisso. Não precisava envolver sexo, apesar de que naquela noite sexo certamente estaria envolvido, mas ele queria passar um tempo com Melissa. Gostava da companhia dela. Merda, merda.

Fazia o caminho de sempre para o apartamento de seu irmão, sem se demorar muito. Em um determinado momento, porém, ele passou pelo o que parecia ser uma igreja abandonada. Antiga, talvez fosse uma daquelas que se criava junto com a cidade, em tempos antigos durante a Marcha para o Oeste e a anexação do Oregon em 1846. E Maxwell piscou e quando seus olhos se abriram, havia água até as suas panturrilhas. Estranhamente, suas roupas não se molhavam.


- Mas que merda...? - Ele ergueu seu pé direito, tirando-o da água fazendo um pequeno barulho. Seu coração começou a bater mais rapidamente, um medo desconhecido tomando conta de seu coração. Não havia mais nada, apenas água escura.

Quanto mais olhava para o horizonte, mais água via. Windfall sumira por completo. Ele virou-se, para onde estaria a igreja, e não a viu mais. Ouviu alguém murmurando e, a uns 30 metros de si, viu um homem que reconheceu como o professor de Psicologia de Blackwell, o mesmo que morrera. Ele caminhava, seus olhos completamente vazios, murmurando algo. Estava completamente nu e seu corpo estava repleto de rugas, como quem ficava em uma piscina por muito tempo.


- Me perdoem... Me perdoem... Me perdoem - Murmurava o homem.

Antes que Max pudesse chamá-lo, sentiu algo atrás de si e virou-se. Uma mão completamente queimada tampou a sua boca. A coisa que estava ali tinha correntes por todo o seu corpo e trapos negros escondiam sua aparência, com um capuz igualmente negro mantendo seu rosto embaixo de sombras. De sua barriga vazava sangue que desaparecia assim que tocava na água e de sua cabeça também escorria sangue.


- Não deveria estar aqui - Disse a voz, bruxuleante e quebrada, como se a brisa estivesse falando com ele. Maxwell começou a se debater, aquele medo crescendo ainda mais, porém com a outra mão o ser segurou o braço dele e puxou-o para perto. Maxwell conseguia sentir que ele olhava-o nos olhos, apesar de não poder ver muito desse ser. Seu coração parecia que ia explodir - Aqui não é um lugar para quem vive, Maxwell Watson.

O ser então começou a arrastá-lo por aquela água, conforme Maxwell se debatia. Porém a água não se agitava, era como se ela não pudesse ser agitada por Maxwell. O céu e todo o horizonte era cinzento, como nuvens antes de um dia de tempestade, com apenas alguns raios de luz que estavam lentamente desaparecendo. O cheiro era um de enxofre, alho e ferrugem. E conforme era arrastado, mais e mais Maxwell se debatia. Por fim, pararam em um lugar onde um dos raios de luz caía, iluminando um ponto na água e formando um círculo de luz.

- Vai chegar o seu dia de vir para este lugar, porém este dia não é hoje. Não deixe que seu ceifador te alcance antes da hora. E não deixe que o dela alcance ela também - A voz, agora, parecia um pouco mais familiar.

Maxwell olhou no rosto do ser que empurrou-o para dentro do círculo e pôde ver no capuz o contorno de um rosto, com um buraco de tiro em sua testa... e cabelos cianos - Noah?! - Ele chamou e tentou andar na direção dele, porém era incapaz de sair daquele círculo de luz - Noah!!

- Cuide dela. Ela é esquentada demais... e boa demais também - Noah Smith deu suas costas para Maxwell e sumiu naquele mar escuro, conforme a luz se tornava mais intensa.

Por um momento, Maxwell só viu branco e quando seus olhos voltaram a se abrir, ele estava de volta em Windfall. Ou algo similar a isso. O céu era vermelho escuro, haviam... coisas voando mais acima. No chão, nas construções, nos postes, nas casas haviam coisas similares a veias, por onde um estranho líquido passava, cuja cor Maxwell não conseguia reconhecer. Cambaleou para trás e caiu sentado no chão, seu corpo inteiro tremia, seu coração parecia que ia explodir e ele estava com uma enorme ânsia de vômito em seu estômago. Estava tendo um ataque de pânico. Ele queria gritar por ajuda, mas sua voz não saía.

- Entre, antes que eles o devorem - Uma voz surgiu, atrás de Maxwell e o rapaz levantou-se em um pulo. Não havia ninguém ali, porém as portas da igreja estavam abertas. E Maxwell, que se auto denominara um demônio, que julgara que Deus era seu maior inimigo, que abandonara sua fé, correu para dentro da igreja. Ela era pequena, com alguns bancos de madeira dos lados e um altar singelo e humilde em seu centro.

O lugar não possuía as veias dos outros locais, as janelas estavam quebradas e as paredes pareciam que iam cair a qualquer momento. Porém, atrás do altar, na parede, uma cruz com a figura de Jesus Cristo nela permanecia, intocada, perfeita como o dia em que fora feita. E Maxwell sentiu-se seguro. O terro que assolava seu corpo sumiu de vez. E, parado na frente do altar, estava um homem alto e loiro, vestido com roupas de um nobre inglês de séculos atrás. Seus olhos eram heterocromáticos, um azul e outro vermelho.

- Seja bem vindo a Casa do Senhor, você está seguro aqui, Peão - Disse o homem, abrindo seus braços em um gesto de boas vindas - Eu sou Louis Cyphre e me foi dada a missão de guiá-lo pelo Tabuleiro.

Louis Cyphre:
 

- Tabul... O que caralhos está acontecendo aqui? - Maxwell caminhou pesadamente até Louis, porém o homem apenas sorriu perante o desespero do rapaz.

- Permita-me explicar. O Tabuleiro é algo que toma conta de um local que sofre de uma influência demasiada de um ser caótico. Sua antiga cidade, Helhole, já foi um Tabuleiro, porém sem jogadores e sem peças. Agora, Windfall é um tabuleiro, com dois jogadores, cada um com suas peças. E você, Peão, é a peça de um dos jogadores - Explicou Louis - Houveram interferências quando planejamos trazer você para cá, mas tudo foi consertado.

- Isso aqui não faz o menor sentido! O que caralhos está acontecendo? - Maxwell estava vermelho de raiva. O efeito do álcool passara e ele conseguia ver claramente. Não estava dormindo, sabia que aquilo não era um sonho.

- As cartas, Peão. Elas chegaram a você, não chegaram? - Os olhos de Maxwell arregalaram-se, o sonho com o anjo estranho, as cartas que surgiam em seu bolso... Ele agira com o máximo de naturalidade possível, tentando ignorar aquilo tudo. Mas seu sonho fora real - Elas surgem dos vínculos que você tem com aqueles que vivem e aqueles que já partiram. Em seu mundo, elas não passam de cartas de tarô comuns, mas aqui elas tem seu verdadeiro propósito revelado. Eis aqui, a carta que representa o vínculo que possuí com tua própria vida.

Uma carta de tarô surgiu no ar, similar as que Max já obtivera, nela havia um homem em uma viagem, com um cachorro atacando as suas pernas. O homem parecia estar em dor. Na carta estava escrito '' Le Mat '' ou '' O Louco '' em Francês. A carta foi até Maxwell e o rapaz a pegou, olhando para a mesma.

Le Mat:
 

- Peão, tua presença é sentida por todos os seres que habitam este lugar. Assim que sair desta igreja tu vai ser atacado e será morto. Humanos não podem matar estes seres - Louis então, estendeu sua mão para Maxwell, abrindo um sorriso misterioso - Sabe o destino que espera a ti e a teus amigos se não agir, porém se agir será em vão. Mas eu posso lhe oferecer ajuda. Tenha em mente que ela terá um preço enorme sobre ti.

- Eu só preciso destruir as efigies desse ser que eu alimentei com as cartas não é? - Maxwell murmurou e ergueu seus olhos para Louis, pegando a mão dele - Eu aceito sua ajuda, seja ela qual for. Não posso deixar eles morrerem.

A determinação dos desesperados. Louis parecia gostar daquilo. Ele fechou sua mão ao redor da de Maxwell, como se o cumprimentasse, fechando um contrato entre um chefe e uma empresa, entre uma pessoa e outra. Levou Maxwell até o topo do altar, onde a cruz com a figura de Jesus Cristo olhava de cima, seus olhos pareciam acompanhar Maxwell a cada passo.

- Isto que eu te ofereço, Peão, se chama Magatama. É um parasita que adentrará o teu corpo e te esconderá da presença dos outros seres que habitam o Tabuleiro. Só precisa engolir ela. Tu apagará por um tempo, as mudanças necessárias sendo feitas e então acordará, sua presença já não sendo sentida pelos outros - Na mão de Louis, surgiu um ser grotesco. Pequeno e vivo, o ser branco tremia.

Magatama:
 

Louis estendeu o ser para Maxwell e o rapaz, seja por bravura ou loucura, pegou aquele ser e colocou-o em sua boca. A Magatama adentrou sua garganta, causando uma sensação horrível de sufocamento e dor. Maxwell foi ao chão, de joelhos, com dificuldade para respirar. Porém Louis apenas o olhava e por cima do ombro deste, Jesus Cristo também observava. E Maxwell apagou, abraçando os sonos que estavam por vir. Mas eles não vieram.

Quando Maxwell voltou a si, ainda estava deitado no altar. Sentou-se e viu que Louis estava encostado na parede, observando-o. Maxwell levantou-se e olhou para sua mão. Haviam tatuagens ali, azuis. Por todo o seu corpo na verdade. Confuso, ele olhou para Louis, buscando uma explicação.


O Peão:
 

- Esse é o efeito da Magatama. Visualmente, a sua aparência ainda é de um humano, porém estas listras servem como camuflagem, nos olhos dos outros você também será um ser como eles. Para você e para mim, porém, ainda é um humano com riscos azuis em seu corpo - Ele riu suavemente com aquilo, parecia divertir-se com toda aquela situação - Não se preocupe, não ficará assim quando sair do Tabuleiro. Porém, lembra-se que eu disse que haveria um preço pela minha ajuda, não é?

- Qual é o preço? - No desespero, Maxwell esquecera de perguntar o que seria. Erro idiota, erro estúpido.

- Dois meses - Louis falou, sorridente - Você terá que concluir sua missão como Peão em dois meses, caso contrário irá morrer.

- O que?! Não! - Novamente, aquela agonia atingiu seu coração. Dois meses em um mundo desconhecido, enfrentando seres desconhecidos por uma missão que ele não sabia que ia concluir. Tudo isso sabendo que poderia morrer a qualquer momento.

- Volte para Windfall, seu retorno para o Tabuleiro será realizado amanhã onde eu explicarei mais coisas. Descanse bem - Louis acenou e Maxwell viu branco novamente.

Filho de uma puta. Aquele cara só podia estar de sacanagem com ele. Na verdade, o próprio Maxwell estava de sacanagem. Aceitara aquela missão como se fosse um herói em um videogame quando na verdade deveria ter recusado e fugido daquele lugar, junto daqueles que amava. Mas agora ali estava ele, desesperado e completamente fodido. Como o próprio Louis falara, a aparência de Maxwell retornou ao normal fora do Tabuleiro, sem as tatuagens esquisitas. Era dia e Maxwell estava dentro da igreja abandonada. Ele puxou seu celular. Dia primeiro de Julho, exatamente meio-dia. Haviam várias mensagens, muitas de Nathaniel, algumas de Dante e algumas de Melissa. Ele respondeu primeiramente Nathaniel, e alguns minutos depois o irmão dele chegou na igreja.

- Onde é que você esteve?! - Era como olhar para si mesmo em um espelho, eram gêmeos afinal de contas, porém Nathaniel tinha uma cicatriz em sua bochecha direita - Você sabe o quão preocupado eu fiquei? Eu pensei que ele tinha pego você!

- Olha, eu passei por... espera, de quem você tá falando? - Maxwell não sabia se deveria tentar explicar para Nathaniel sobre o Tabuleiro, nem sabia se conseguiria.

- Do nosso pai, porra! Teve uma fuga em massa na prisão onde ele estava e ele foi um dos que fugiu! Eu fiquei sabendo que viram ele em uma cidade próxima daqui! - Os olhos de Maxwell se arregalaram com aquilo. Era uma ótima notícia atrás da outra. Já não bastava ele estar em uma merda enorme, agora seu pai também estava atrás dele - Onde. Você. Esteve?

- Eu preciso descansar um pouco... vamos pro seu apartamento eu... te conto no caminho - Maxwell estava prestes a ter um ataque do coração. Merda, merda, merda.
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