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 A densa e obscura floresta

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MensagemAssunto: A densa e obscura floresta   Seg Jul 24, 2017 1:57 am




Apesar de calma e agradável de dia essa floresta carrega segredos obscuros, muitas pessoas cometeram suicídio ou desapareceram em meio das árvores, estudiosos afirmam que ela é assombrada.
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Siberia Gattile
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MensagemAssunto: Re: A densa e obscura floresta   Ter Dez 12, 2017 12:10 am

Nem mesmo o sol havia dado a graça de sua presença ainda, e Siberia já caminhava por entre as árvores, irritada o bastante para se incomodar com o ruído demasiadamente alto que seus passos emitiam no silêncio da madrugada. Os céus e infernos sabiam bem o quanto o seu mau humor se aguçava naquela hora do dia; a expressão amarrada e as olheiras fundas como prenúncio de perigo a quem se aproximasse, em conjunto com um cigarro de ponta amarela brincando nos lábios. Aquela figura pequena de moletom preto até os joelhos, calça jeans rasgada e all star, exceto pelo barulho azucrinante e a fumaça que subia, se infiltrava bem em meio aos troncos velhos e amarronzados, movendo-se rápida e um tanto sorrateira.

Sibs era nova em Windfall, por esse motivo muitos lugares ainda não haviam sido explorados e, os trajetos não decorados. No entanto aquele caminho em específico ela conhecia bem. Como não, afinal, fora o lugar escolhido para os Encontros, e ela os adorava! Talvez não poder passar informação alguma por ligação fosse algo bom, no final. Não era só excitante saber com quem teria que negociar, ou em que lugar do mundo, ou pelo que, mas também sexy demais ver o biquinho que Giovanni fazia quando ela ia embora. Porque Siberia Gattile sempre ia, querendo ou não.

– Se continuar olhando com essa intensidade para a árvore, vai acabar criando folhas e florzinhas rosas na cabeça – ela soltou com escárnio. O homem estava sentado em uma pedra redonda, e parecia despreocupado, com os fios longos do cabelo escuro balançando por uma brisa repentina. Com os seus 25 anos de idade bem distribuídos em 1,90cm de altura, ombros largos e tez pálida, Giovanni era um cara bonito de causar inveja. A moça segurou o cigarro com a destra, e prendeu o inferior entre os dentes, apreciando a vista. Naquele mar monótono de verde, o terno vinho que ele vestia parecia ainda mais destacado e vivo.

- A única flor que vejo nessa floresta vazia, é você, bellissima principessina - ele usou o inglês arrastado, carregado pelo sotaque italiano, e o apelido que sempre  a derretia. Muito adulta, Siberia mostrou a língua e deu outra tragada no cigarro. Eles se conheciam desde bebês, mas apenas dois anos atrás partiram para... algo mais, que transigia a linha tênue de amigos ou namorados, tornando tudo um pouco mais interessante.

Foi Giovanni quem foi até ela, com as pupilas dilatadas e fixas em seus lábios.  A morena abriu um sorriso pequeno quando foi enlaçada pela cintura e se viu na ponta dos pés até que a ponte do nariz encostasse na dele. O choque gostoso que sempre aparecia quando ele a tocava, percorreu sua espinha.

- Me desculpa por te fazer acordar tão cedo, sei que fica mau humorada de manhã...

- Que bom que sabe, Romeu, porque são quatro da matina e não tive tempo nem pro café - ela brincou, usando um trocadilho que ele odiava. Giovanni riu e colou os lábios aos dela com calma, explorando o céu de sua boca pela milésima vez como se fosse a primeira.

Inferno de italiano quente!



Foram necessários alguns minutos até que estivessem prontos para o principal motivo de estarem ali. O rapaz, sentado em alguma outra pedra, tinha Siberia em seu colo, dedilhando o cano frio de seu novo revólver. A postura de ambos foi remodelada a seriedade, com uma tensão crescente que incomodava. O silêncio se instalou por um tempo até a morena se colocar de pé e passar as mãos pelo cabelo.

- Tá legal, pra onde eu tenho que ir, com quem e o que vou oferecer? Por favor, diga Polônia - objetiva como sempre, arrancou uma careta desanimada de Giovanni.

- Eu gostaria de te levar para a Polônia comigo, mas você tem outra missão impossível, gatinha. Já encontrou com Nicolas? - ele suspirou e pendeu a cabeça para o lado, deixando bem expostas as íris intensas. Parecia cansado, mas ela não perguntaria. A resposta não seria surpresa, o trabalho deles era sempre cansativo. Siberia, a linha de frente na negociação das armas e drogas. Giovanni, o braço direito do chefe. Nicolas, o torturador metido a besta incrivelmente... convincente.

Sibs formou uma careta, guardou o revólver no cós da calça jeans, e sacudiu a cabeça. Sua relação com o irmão era peculiar.

- Para o meu bem estar mental, sim. Não sei se ele me ama demais, ou se não é capaz de encontrar um quarto sozinho, mas está no meu. O que tem ele?

Depois de uma risadinha, o italiano também se colocou de pé.

- Lembra daquele cara gordo da Grécia? Aquele que tentou dar em cima de você pra fechar o contrato, de barbicha - ela se lembrava sim, infelizmente. Aquela porcaria de obeso barbado rendeu mais tempo do que ela gostava de passar naqueles porões sujos e cabanas escondidas. Merda. Siberia nunca tinha matado alguém diretamente,  Nico estava lá para isso, no entanto sentiu tanta vontade de afogar aquele cara numa poça do próprio sangue...

- O que tem o Senhor Tumnus Obeso? - a comparação arrancou outra risada se Giovanni, mas ela estava séria. Ele pigarreou antes de continuar.

- Parece que o nosso pessoal se desentendeu com o dele por falta de alguns brinquedinhos no último carregamento, e agora ele travou o acordo.

Siberia apertou os olhos enquanto se aproximava dele, encarando suas vistas com cautela. A destra tinha subido para a boca, numa expressão desconfiada e petulante.

- Vocês não seriam idiotas de mandar armas a menos, não é?

- Não, não seríamos. E é aí que Nicolas entra. Precisamos descobrir quem roubou as armas. O seu pai acredita que foi alguém do nosso pessoal, já eu acho mais provável que tenha sido o pessoal do Alethia. Seja lá quem foi, vocês precisam descobrir, e renovar o acordo.

Ela ficou em silêncio por mais algum tempo, olhando para o céu. O sol dava os seus indícios de começo de dia, com raios finos que aqueciam sua pele por baixo do moletom. Giovanni estava se aproximando outra vez, encurralando-a numa árvore, mas tudo o que recebeu em resposta foi um meio sorriso sem nenhum entusiasmo.

- Não é o pior trabalho que você já fez, melhora essa cara.

Melhorar a cara... Siberia mal tinha chego e já precisava partir outra vez, como poderia melhorar a cara? É claro que voltaria, mas nem teve tempo de conhecer as atrações da cidade, os espaços de arte e as pessoas!

Quando Giovanni a abraçou, o revólver gelou sua pele. Não, não era nem de longe o pior trabalho que ela faria, ele tinha razão.

Grécia, espere por mim... outra vez.
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MensagemAssunto: Re: A densa e obscura floresta   Ter Dez 12, 2017 1:14 am

Nicolas estava largado no sofá do quarto de hotel de luxo, roncando alto enquanto esperava que Sibéria terminasse de se arrumar. Garotas demoravam tanto tempo nisso! Ele acordou quando quase engasgou sozinho por conta do ângulo em que havia deixado o pescoço, apoiado no braço da poltrona. 


Olhou ao redor e não viu a irmã, então revirou os olhos, encheu os pulmões de ar e abriu a boca grande e cheia de dentes amarelados para gritar: 


- SIBÉÉÉÉÉRIAAAAAAAA!!! 


Ele logo se levantou e aprumou o terno roxo. Eles tinham que chegar na boate a tempo de encontrar o contato, e a garota não saia do banheiro. 


- Anda logo! Você tá com diarréia? 
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MensagemAssunto: Re: A densa e obscura floresta   Ter Dez 12, 2017 11:12 am

Apesar de pequena, a petulante Sibéria sabia de uns truques interessantes que quando utilizados levavam embora todo aquele ar de adolescente problemática, e traziam a tona uma versão um pouco mais sexy e provocante de si. Ela sempre se arrumava daquele jeito para as negociações, não que não fosse boa na lábia e precisasse exibir o corpo, pelo contrário, diferente de Nicolas, ela conseguia que fizessem a sua vontade sem precisar de um martelo ou uma faca. No entanto, gostava do ar de superioridade do vestido tubinho de veludo vermelho e os saltos ponta fina.

Naquela noite, a franja havia sido presa para trás, deixando o rosto visível e limpo. Sibs finalizava a maquiagem quando o grito do irmão veio, e a assustou até que o batom se desvencilhasse do caminho certo e borrasse a sua bochecha. Parada em frente ao espelho, ela teve que contar até cinco para controlar a vontade de sair e esmurrar aquela cara feia dele.

- Bastardo filho de uma... – ela aumentou a voz para que as palavras chegassem até ele mesmo de porta fechada – Estou indo, inferno!

Nicolas e Siberia chegaram na Grécia por volta de quatro horas, instalaram-se em um dos hotéis mais luxuosos da cidade, comeram muito sorvete e já estavam de saída para a boate. Muita música, bebida, e um informante. Não poderia ser melhor.

A morena limpou a boca, e saiu do banheiro com a testa franzida. Sua impaciência rotineira estava ausente, o que era impressionante. Situações como aquela estranhamente deixavam-na ansiosa e empolgada. E esquecendo o fato de que mais cedo ou mais tarde precisaria olhar para a cara de Alethi, e também a infelicidade de precisar de ausentar de Windfall sem ao menos conhecê-la, era legal voltar para o país das belas esculturas.

- Cala a boca, Fuck Face. Você saberia como é difícil escolher a roupa certa se usasse outra coisa além desse terno de beringela.
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MensagemAssunto: Re: A densa e obscura floresta   Ter Dez 12, 2017 11:50 am

- Hah! Levou tempo demais pra colocar essa quantidade de pano nesse seu corpinho de tábua. Se tivesse falado eu teria trazido meu grampeador industrial. - ele sorriu e fez um movimento com a não direita como se grampeasse algo no ar, acompanhando o gesto com uma onomatopeia


- Você não vai colocar nenhuma maquiagem? - ele alfinetou e saiu rindo antes de pegar o chapéu e as chaves do carro. 


- Não temos tempo pra isso de qualquer forma. Tenho que entregar um serviço por aqui. Vou ter que deixar parte da inteligência com você, Sibs, pelo menos até que eu termine. 


Ele checou o telefone, e a foto de uma socialite grega apareceu. Seu sorriso se alargou. 


- Agora, minha grande dúvida é: Você tem certeza que deveríamos estar procurando um culpado fora da organização? 
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MensagemAssunto: Re: A densa e obscura floresta   Ter Dez 12, 2017 6:16 pm

Uma gargalhada insolente atravessou o quarto, surpreendendo inclusive a emissora, que a essa altura alcançava o abajur branco de aparência cara e o mirava em direção ao Fuck Face. Sibéria tinha o semblante divertido, mas exibia os caninos tentando parecer ameaçadora.

A verdade é que a relação dos dois funcionava incrivelmente bem daquele jeito esquisito.

- Repita isso e morra, Beringela-de-merda.

O teatrinho não durou muito, afinal Nicolas estava certo. Pela primeira vez na vida, ela pensou. Sibs deu uma olhada no espelho colado na parede ao lado e antes de sair atrás do irmão, formou um biquinho involuntário. Não era nenhum tipo de narcisista louca que passava horas se admirando, na maior parte do tempo nem gostava de si mesma, no entanto naquela noite em especial, ela gostou do que viu. Os saltos aumentaram sua altura em no mínimo vinte centímetros, o tecido vermelho delineara as curvas do corpo magro, e o decote realçava os seios.

Sua atenção foi completamente tomada por Nico quando estavam entrando no elevador. Ela revirou os olhos e tirou um cigarro de Deus sabe-se lá onde, girando o pequeno até que estivesse entre os seus lábios.

- Eu sei que inteligência não é muito sua praia... - provocou, mas falava sério. Uma senhora que também estava no elevador, ao se dar conta do cigarro ainda não aceso, fez uma cara feia. Siberia focou os olhos nela e soergueu as sobrancelhas indagativas. Não era do tipo que comprava briga, mas também não ficava calada, mesmo estando errada diante a situação. A desconhecida desviou os olhos, e Sibs pôde se virar para encarar o irmão outra vez – ... Mas não demora. Se tudo correr como o planejado, vou precisar de você lá em no máximo duas horas.

Os Gattile seguiram para fora do hotel atraindo alguns olhares curiosos. O mais lógico e racional seria não chamar atenção, no entanto parecia impossível passarem despercebidos. Não eram só as roupas luxuosas ou o cabelo esverdeado do mais velho, aqueles dois tinham um ar de superioridade prepotente que parecia mais um buraco negro, sugando tudo e não devolvendo nada.

Siberia sentou-se no banco do passageiro e acendeu o cigarro. Era incrível o efeito que aquela coisinha minúscula causava nela.

- Eu não tenho certeza de nada. Mas prefiro desconfiar primeiro de alguém de fora que em algum dos meus. Você lembra o que aconteceu com o último traidor, não lembra? Acha mesmo que alguém seria louco de tentar a sorte?
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MensagemAssunto: Re: A densa e obscura floresta   Qui Dez 14, 2017 1:54 pm

- Oh, yes. Eu me lembro. Eu me lembro de cada sussurro morimbundo, de cada murmúrio desesperado. Eu me lembro de marcar todas as minhas vítimas com precisão aguda. Eu me lembro de todas as vezes que deslizei minha companheira afiada. Eu me lem-bro, eu des-mem-bro!


Ele gargalhava descontroladamente com a faca na mão, até que pegou alguns doces e uma taça de champanhe que esperava por eles dentro do luxuoso carro preto. Logo eles se moviam pelas ruas de Atenas, na direção de um monumento antigo bem iluminado, cuja ótima acústica permitia a realização de diversos eventos. 


- Eu mesmo fui escolhido pra executar a sentença, se lembra? 


Ela deveria. Muitos empregados decidiram deixar a organização depois disso, todos os covardes foram expurgados. Nicolas ainda ria. Era engraçado lembrar de quanto tempo o corpo daquele homem ficou pendurado naquele moinho no matadouro de porcos. Até mesmo o Santo Padre teve que interferir, pedindo ao Patriarca que não deixasse que Nicolas repetisse o feito, pelo menos de forma pública. 


Eles logo chegaram à boate, e entraram sem bem mostrar documentos ou esperar na fila. Eles sabiam muito bem de quem se tratava, e sabiam que não deveriam nem se dirigir a eles. 


- Ali está nosso passarinho. - Nicolas avisou a Sibéria, mostrando onde estava o contato. Enquanto isso, olhou ao redor e não demorou a encontrar mais alguém interessante. 


- E ali está o meu ratinho. 


Plantando um beijo na bochecha da irmã, a única por quem demonstrava qualquer coisa, disse que voltaria logo, com um sorriso largo. 


O contato era um velho conhecido de Sibéria, obeso morbido, com uma barbicha rala e castanha, usava um chapéu fedora e um terno cinza brilhante. Haviam quatro mulheres ao seu redor, e só ele já ocupava a maior parte do sofá. Parecia estar se divertindo, mas quando viu Sibéria naquele vestidinho vermelho e salto 15, ja olhou pra ela com aquela cara de tarado nojenta. 
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MensagemAssunto: Re: A densa e obscura floresta   Qua Dez 20, 2017 3:59 pm

Aquele tipo de trabalho tinha a sua glória.

Aquele carro com toda a certeza fazia parte dessa glória.

Por mais que Sibéria tivesse crescido no luxo e na riqueza, a moça não deixava de se impressionar diante a situações como aquela; o automóvel espaçoso, o champanhe caro. Já acomodada, sondou o celular esperando encontrar alguma mensagem de Giovanne, mas nada. O fato a fez formar uma careta, no exato momento em que Nico se vangloriava pelo belo feito. Ou nem tão belo.

- Sim, eu me lembro. Você fez questão de esfregar um dedo dele na minha cara, se lembra? - se ele a conhecesse bem, perceberia o rancor escondido em suas palavras. Nicolas literalmente tentou amedrontá-la com um dedo humano. Falhou, é claro. Sibéria nunca havia matado ninguém diretamente, no entanto já presenciara mais assassinatos que os próprios policiais, e de tantas maneiras que a carne aberta com o sangue escorrendo não lhe causavam nenhum forte impacto.

O monumento que os aguardava era enorme e cercado de muitas boates. Um fluxo grande de pessoas circulava por todos os lados, e Sibs agradeceu mentalmente a exclusividade que tinham para não ter de esperar. Contudo, toda a gratidão foi por água abaixo quando seus olhos encontraram Alethi, esparramado e de olhos fixos nela.

- Passarinho? Está mais para um urubu gordo de barba - ela murmurou, um tanto rancorosa. Suas lembranças não eram mesmo boas, longe disso, Sibs quis vomitar.

Foi o beijo de Nicolas que lhe deu forças para avançar, forçando um sorriso.

-Alethi! Quanto tempo não o vejo, só não posso dizer que estou feliz pela visita repentina, você sabe que eu odeio aviões. - seus olhos brilhantes estavam diferentes, com uma tonalidade sarcástica e ameaçadora.

- Ora ora, então eu preciso travar o acordo e colocar tudo para foder para que consiga ter a honra de sua presença, senhorita Gattile? - ele enfatizou a palavra, lambendo os lábios.

Sibéria quis enfiar a mão naquela cara feia, mas gargalhou.

- Oh amigo, você sabe que eu queria mesmo ser tão importante. Mas vida que segue, não é?

- Sua modéstia continua encantadora - Alethi riu. Como esperado, o senhor de barbicha fez um gesto com a destra para que uma das garotas se afastasse do assento ao seu lado. Sibéria ocupou o lugar, puxando o vestido minimamente para baixo. O seu trabalho era negociar, não se prostituir. Ela sabia bem disso, já ele não tinha tanta certeza...
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MensagemAssunto: Re: A densa e obscura floresta   Qua Dez 20, 2017 5:17 pm

O trabalho não era difícil. Tudo que Nicolas precisava eram alguns minutos sozinho com um dos batistas, um jovem ateniense de 19 anos. Ele se aproximou do balcão, o visual definitivamente chocante deixando os jovens próximos ou desconfortáveis ou admirados. 


- Um Captain on Acid, por favor. - Nicolas pediu. A bebida era pequena, porém bem forte. Álcool nem surtia mais efeito em Nicolas, mas não podia dizer que ele tomava pelo gosto, apesar de adorar a acidez do abacaxi na língua mesmo depois de ter tomado. O drink era composto por Rum, Rum de coco, suco de abacaxi, licor Curaçao azul e suco de romã. 


Ele olhou para trás para ver como a irmã estava indo, e sorriu. Ao se voltar, prestou atenção ao rapazinho que preparava tudo. Cabelos castanhos, ondulados, olhos claros. Nicolas apoiou o queixo em uma mão, como se estivesse esperando na janela. Ele era bonitinho. Assim que ele lhe entregou o drink, Nic o ergueu. 


- Salute! - Antes de virar tudo de uma vez. - Quer um também? 


Ele perguntou para o rapaz, que sorriu meio desconfortável e negou com a cabeça. 


- Obrigado! Horário de trabalho, não posso! 


Nicolas insistiu, e o rapaz olhava para ele nervosamente. 


- O que foi? - Nic perguntou, um sorriso gigante no rosto. 


O rapaz se desviou de uma resposta até que admitiu: 


- É essa sua maquiagem. Eu tenho uma coisa com palhaços. 


A risada de Nicolas era alta, mas felizmente a música estava mais alta. 


- A gente não morde! A menos que você queira! 


O rapaz riu um pouco sem graça, ficando bem vermelho. 


- Não é medo. 


- Huh? - Nicolas fez uma cara engraçada. 


- A coisa que eu tenho não é medo. Sempre quis... você sabe. Com um palhaço. 


A cara de confusão de Nicolas imediatamente deu lugar a uma cara de satisfação inesperada. 

Dentro de alguns minutos Nicolas saía do quartinho dos fundos, o cabelo um pouco desgrenhado,  que logo foi ajeitado com os dedos para o lugar certo. Ele estralou o pescoço e ajeitou a gravata. O rapaz saiu logo atrás, o cabelo totalmente arruinado, de um jeito bom. 


- Me avise se precisar de mais informação! - ele disse esperançoso, enquanto Nicolas cruzava o clube para estar de volta com Sibéria. 
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