A place so full of mystery is just a puzzle to be solved
 
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 Lanchonete

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Melissa Carter
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Sex Ago 04, 2017 10:48 pm

(Os seus posts estão ótimos, Ri. :3)


- Eu já tomei um tiro de uma pessoa que parecia ser menos retardada mental, não duvido de mais nada.

☬ Melissa espalmou as mãos, ela ainda parecia sentir a bala disparada pela mãe de um antigo... amigo? Colega? Pessoa estranha? Que diabos Tate fora para ela mesmo? Ahn, isso nem importava mais...
Ela catou mais uma batatinha frita, colocando-a na boca, depois parando para encarar Nathan profundamente. ☬


- Não vejo muita diferença entre um e outro, se os boatos forem verdadeiros. A não ser para você, playboyzinho.

☬ Ela calculou mentalmente uma outra possibilidade de levar um policial instável e maluco ao mal humor supremo. Como Mel era instável e maluca, mas definitivamente não era uma policial, foi totalmente frustrada em seu intento, então simplesmente deu de ombros com aquela afirmação. Seja lá quem trabalhasse naquele jornal, era melhor ser cuidadoso nos tempos que viriam. A garota recostou-se no seu banco e tomou um grande gole de refrigerante, quase se engasgando com a zombaria de Chloe sobre Nathan. ☬

- Cof, cof... sempre soube que as pessoas ricas tinham uns gostos meio estranhos, mas isso é um pouquinho demais.

☬ Mel começou a rir desenvergonhadamente, abraçando o próprio corpo, então encarou o relógio e praticamente saltou do lugar onde estava sentada, quase derrubando seu recipiente com batatas fritas. ☬

- Puta merda, puta merda, puta merda...

☬ Ela já tinha chegado tantas vezes atrasada que deveria ter tornado-se um hábito - não que se importasse tanto com aquilo, aliás - mas se continuasse com aquela rotina simplesmente ia se ferrar muito, e Melissa abria sérias exceções quando se tratava de irritar os outros visando não se lascar muito no processo.
Ela agarrou a vasilha com as batatas com paixão. ☬


- Diz pra sua mãe que eu devolvo assim que puder.
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Sab Ago 05, 2017 4:50 pm

[ Estão sim, ótimos! c:
Aliás, cara, eu nem lembrava que a mãe do Tate tinha dado um tiro na Mel. QUE NOSTALGIA AAAAAAAAA ]


A situação de Nathan era um tanto parecida com a de Chloe, embora ser enquadrado por Stan por porte e compra de drogas fosse para si o menor dos problemas relacionados ao chefe de polícia. Era como se houvesse algo a mais - não que isso fosse novidade, as coisas eram naturalmente ordinárias quando se tratava do caráter nocivo dos Prescott, sempre corruptos por debaixo dos panos, mas a tensão que ele sentia era algo capaz de desassociá-lo do próprio peso do nome, como se uma olhada debaixo do tapete pudesse assolar muito mais do quê qualquer dinheiro ou influência pudessem pagar.

- Todo mundo tenta... huh! Eles tentam... você pode tentar também.- ele disse para Chloe quando ela indagou sobre a chantagem, o que soou num tom que deixava explícito um desafio ameaçador.

Por sua vez, ele encarou Melissa de volta, mantendo um olhar meio tenso, meio desafiador, ao mesmo tempo que, desde que sentara ali, ele não parava de balançar os joelhos freneticamente. O garoto era igualmente problemático, em parte pela família, em parte por si mesmo. Aquela era uma potente semelhança ao amigo que Melissa lembrara mentalmente naquele momento. Pelo modo como ele anteriormente comentara, supor que Nathan Prescott tinha pais como Constance talvez não fosse abusar da imaginação.

- Você não veria diferença entre um burro e uma porta, punkzinha. - replicou, para logo em seguida ouvir o comentário das duas sobre sua reação a respeito do diretor. De fato não pode conter seu tom de voz afetuoso, como se ele conhecesse mais do novo diretor do que devia. Ele bufou, notando que as garotas zombavam de sua índole sexual ou qualquer coisa parecida.- Ha-Ha-Ha!- ele imitou com desdém uma risada que acompanhou a de Melissa.- Comam merda e morram.  

Ele não pode deixar de imaginar que provavelmente ela diria a mesma coisa se realmente conhecesse seus gostos. De qualquer forma, ao alerta de Chloe, ele puxou brevemente a manga da roupa, verificando o relógio de pulso. Reclamações lhe davam nos nervos com uma força maior que o resto das coisas e principalmente naquela manhã ele ficaria feliz - ou menos estressado - se pudesse evitar isso. Ergueu-se quase no mesmo momento que a morena, ajeitando a jaqueta azul e encarando a garota de cabelos azuis.

- Minha encomenda, punk-ass. Não esqueça. Ou eu te pego em um local menos público da próxima vez. - antes que pudesse iniciar uma caminhada para fora do estabelecimento, ele aproximou-se o suficiente de Melissa para que fizesse um intenso contato visual, e praticamente sussurrou aquelas palavras num tom ameaçador.- Vejo você por aí, greaser. Isso não acabou... na verdade, a merda só está começando pra você.

É... aquele sim era o Nathan que elas conheciam.
Então ele se afastou das duas, retirando-se do estabelecimento, e poucos segundos depois sua pickup V8 de cor vermelha atravessou a rua do lado de fora.
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Chloe Price
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Dom Ago 06, 2017 8:14 pm

Ela deu de ombros as palavras que Nathan proferia e esperou o rapaz sair do estabelecimento para só assim se levantar. Os olhos azuis de Chloe percorreram o lugar, Stan e sua trupe ainda estavam no mesmo lugar, o que a fez soltar um longo suspiro acompanhado de uma cara de desagrado, ela realmente não entendia o porque de sua mãe tratar tão bem o homem, embora fosse óbvio que a garçonete só fazia isso para não ter mais problemas.  Em passos ligeiros a garota de cabelos azuis foi em direção a porta, queria aproveitar que o policial ainda estava de costas, ter um dialogo com ele era a última coisa que queria naquela manhã.
Naquele momento o celular de Melissa vibraria, Chloe tinha enviado uma breve mensagem em frente a porta antes de adentrar seu trailer.



"Até te daria uma carona pra escola, mas tenho alguns afazeres."

XOXO — Chloe


O trailer podia ser visto arrancando e saindo do estacionamento com uma certa pressa.


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Melissa Carter
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Dom Ago 06, 2017 9:05 pm

- Assim como você não consegue perceber a diferença entre garotas gostosas e professores sexys, pelo visto. - ela respondeu, antes de pegar definitivamente seu prato com batatas fritas e seguir em direção a saída do estabelecimento. Quando o rapaz dirigiu aquelas palavras a ela, a mulher riu e lhe lançou seu melhor olhar de desprezo misturado a uma ameaça velada. - Pode deixar que da próxima vez sua... cabeça de baixo vai descobrir como é horrível brincar com fogo.

☬ Melissa passou direto pelo garoto sem olhar para o mesmo uma segunda vez, depois tirou o celular do bolso e verificou a mensagem de Chloe. Ela digitou rapidamente, com a mão livre, enquanto caminhava pela calçava. ☬

"Sem problema, nos vemos mais tarde."

☬ Então guardou o celular no bolso novamente, comeu mais algumas batatas fritas e apressou o paço em direção à escola. ☬
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Nadia Romanova
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Dom Dez 17, 2017 11:10 pm

Assim que acabou o período de anatomia e o horário do almoço começou, Nadia separou um tempo e foi até uma das máquinas ATM para sacar algum dinheiro antes de seguir para o Two Whales.


Conforme ela passava pelas ruas, sempre delicadamente vestida, olhos a acompanhavam e pescoços se viravam para ver a Lolita passar. Hoje, seu corpo esguio e pequeno estava usando um curto vestido rosa chá, um cardigan claro por cima, sapatos marrons de couro e um chapéu de abas e topo reto sobre os cabelos retos e alaranjados. Uma bolsinha de couro marrom cruzava seu torso. 


Ela sorria com sua boquinha vermelha como um botão de rosa. Hoje ela merecia uma viagem de ácido. Courtney estava trabalhando muito e provavelmente não conseguiria ir visitá-la tão cedo, mas indicou o tal Prescott para que ela pudesse pegar alguma coisa. 


Prescott. Aquele não era um nome pouco mencionado no campus. A última que ouvira foi que ele levou uma surra numa boate. Ele não era um de seus clientes, ela sabia. Quem sabe passasse a ser. Ela entrou na lanchonete e olhou ao redor, buscando o rosto que se mostrava no perfil do contato que Court passou. Logo ali, em uma das mesinhas com bancos acolchoados, ela achou ter visto alguém parecido, e se aproximou, logo confirmando de quem se tratava. Aquele parecia um encontro às cegas, para um desavisado, e o jeito doce da garota reforçava essa impressão. 


- Nathan? - ela ofereceu um sorriso tímido. 
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Seg Dez 18, 2017 4:58 am

Embora não fosse novidade o nome de Nathan correndo pelo campus como água em um vazamento, já deveria fazer mais de duas semanas que o rapaz não frequentava a Academia. Depois do trágico episódio na boate(épico e divertido para a maioria, no entanto), seu pai, Sean Prescott, o proibira de pisar os pés fora da mansão Prescott. Aparentemente a vergonha que seu filho problemático lhe causara dessa vez foi bem mais grave e ele preferia escondê-lo do mundo para que assim pudesse descontar nele suas próprias frustrações de homem rico e bem sucedido que desestrutura a própria família com atitudes imbecis por ter um filho bichinha. Apenas Nathan sabia o quanto estar debaixo daquele teto conseguia ser pior do que estar debaixo de, bem, um trem em movimento.  
Os poucos momentos que podia passar fora de casa ele os passava na casa de Courtney no interior da cidade e na maioria das vezes, na de Abel, para alojar-se buscando algumas horas de paz ou o mísero de uma noite bem dormida. É claro que ele tinha dinheiro suficiente para pagar por um ano o melhor hotel da cidade, mas não era assim que funcionava. Seu pai o acharia em estabelecimentos públicos num piscar de olhos.
O fato é que ele não conseguia mais dormir sem o efeito de drogas pesadas. Depois de tudo que se desenrolara naquela noite de sequestro, e então há dias atrás na boate, o Prescott experimentara a heroína.
Depois daquilo, nem mesmo Eugen Abel conseguia tirá-lo da cama. Nathan entrara num estado quase vegetativo, sucumbindo lentamente aos traumas e à pressão de todos ao seu redor.

Naquele dia em especial ele só conseguira sair de casa porque dera a desculpa ao pai que seus remédios antidepressivos estavam acabando.
E estavam mesmo, afinal, ele tinha usado todos de uma vez num pretenso suicídio na noite anterior que só culminou ao fato de que esta manhã ele acordara no chão de seu quarto encoberto no próprio vômito.
Não funcionou.
Será possível que ele não podia fazer uma única coisa direito?

- Fuck.- ele rosnou em sussurro, logo antes de um sanduíche e uma porção de batatas fritas serem colocados bem à sua frente. Pareciam muito apetitosos, como tudo no Two Whalles. Joyce, a dona do estabelecimento, olhou Nathan com um sorriso torto, mas gentil.

O estado do rapaz era deplorável. Seus cabelos, antes tão sempre bem penteados para trás, agora estavam emaranhados, as ondulações cor de mel caindo desajustadas sobre seu rosto. Ele tinha olheiras vermelhas profundas rodeando as íris muito azuis e seu rosto ainda estava marcado aqui e ali por cortes. Havia um band-aid no canto esquerdo de sua testa e um que transpassava a ponte de seu nariz. Seu lábio inferior estava cortado e havia ainda o que Joyce não podia ver: seus pulsos, encobertos pela jaqueta azul que trajava, estavam mais cheios de cortes do que nunca estiveram, além de queimaduras redondas feitas pela ponta de cigarros e, é claro, manchas inchadas de furos na região acima de seus cotovelos.
A dor em suas costas e peito não deixavam com que ele ficasse realmente com aquela postura ereta que ele sempre mantinha, de queixo empinado, de forma que agora ele se encolhia no assento do restaurante, parecendo menor do que jamais parecera.

- Eu sei que você pode pagar, mas não precisa, Nathan.- a voz doce da mulher loira soou, cautelosa, pois até ela sabia que uma palavra errada poderia arrancar do Prescott as ações mais inesperadas.- Mas eu sabia que se eu não trouxesse nada, você não iria pedir. Então, por favor, apenas coma. É por conta da casa.


Joyce tinha um bom coração, havia ouvido os rumores sobre a briga na boate. Ela sabia bem(na verdade, nem tanto assim) dos problemas que Nathan Prescott sempre causara à sua filha, Chloe Price. Eles nunca haviam se dado bem... na verdade, com quem o Prescott havia se dado bem? Apenas seu sobrenome já era odiado o suficiente em Windfall, afinal, a família rica de Nathan costumava extorquir lindamente os trabalhadores locais.
Nathan apenas gostaria de dizer que também odeia seu sobrenome, mas ninguém estava ali para ouvi-lo.

- Eu não pago nada.- foi sua resposta, seca e rude.- É meu pai quem paga. Agora você já pode parar de bancar a boa samaritana.

Joyce engoliu em seco, suspirando e voltando a seus afazeres para com os outros clientes. Ela deixou a comida ali, apenas para que fosse ignorada por Nathan mais uma vez.
O único motivo pelo qual ele estava ali era porque Courtney havia pedido que ele fornecesse uma amiga. A loira era uma das pouquíssimas pessoas que não o haviam deixado na mão nestes últimos dias, além de estar na boate com ele quando tudo ocorreu.
Ele agarrou o lenço de papel que cobria as batatas fritas e o estendeu sobre a mesa. Ele desenhava distraídamente com um lápis sobre este quando ouviu a voz desconhecida soar bem próximo de si.
O rapaz encolheu-se num breve susto e ergueu o rosto, encarando a menina ruiva sem esboçar-lhe nada além de um franzir de cenho.
O desenho que ele fazia ficou exposto. Não era nada mais que traços bizarros e macabros, com as palavras "Me in the Dark Room" repetidas em todo lugar.

Desenho:
 

- Let me guess, Nadia Romanova?- Nathan ainda lembrava-se das palavras de Courntney: "seja legal com ela", a loira disse. "Todos merecem sua filha da putice, ela não" Bem, quem podia dizer, certo?- É, eu sou Nathan... Prescott.- ele bufou o último nome.

Era tão estranho.
Nathan sempre esbanjara seu sobrenome de forma completamente arrogante por aí.
Mas ele já não era mais o mesmo... não depois de tudo.  

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Nadia Romanova
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Ter Dez 19, 2017 7:39 am

Nadia balançou a cabeça uma vez e olhou para a lanchonete, que estava bastante cheia.

- Se importa se eu sentar aqui e pedir? Ainda não almocei.

Diante da resposta do rapaz, ela se sentou e pareceu ignorar os olhares dos universitários que encaravam Prescott como se ele fosse um verdadeiro idiota. Ela apenas sorria docemente e ergueu uma mão para Joyce, que já observava aquele casal de longe.

- Pode me trazer uma Caesar’s Salad e um suco de uva, por favor?

- Claro meu bem. - ela disse antes de olhar bem para o jeito que Prescott olhava para a garota, desconfiada de que a doce mocinha realmente não soubesse com quem estava se metendo.

Assim que Joyce se afastou, Nadia olhou para o rapaz, tirando seu chapéu.

- A Court fala muito de você, Nathan. É bom finalmente te conhecer.
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Sab Dez 23, 2017 3:07 am

A resposta de Nathan veio com um dar de ombros, gesto que poderia dizer muito sobre seu caráter. Aquele menino soava como um valentão que quer manter distância de tudo e todos, mas sua aparência machucada e sua pose taciturna não não condiziam nada com isso.
Ele só conseguia parecer bem, bem deprimente.

- Ah, é? Aposto que não é só ela que fala.- ele disse, mantendo um contato visual hostil desnecessário e, ao perceber isso, seus olhos azuis desviaram, o Prescott pigarreou e voltou a se encolher. Era difícil para Nathan simplesmente ser gentil com alguém, afinal ele sempre esperava o pior das pessoas. Principalmente depois da história da boate ter se espalhado... ele esperava ser mais alvo de piadas do que jamais foi. Toda aquela sua ira, como um bichinho indefeso tentando parecer maior mesmo prensado contra a parede...
Insegurança.
Ainda assim, ele se concentrou na garota à sua frente da forma mais branda que conseguiu naquele momento.- Tudo que ela me falou sobre você é o que você está procurando. Do you got the cash?
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Nadia Romanova
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Sab Dez 23, 2017 3:44 am

- Ela é a única que me importa. - Nadia retrucou imediatamente, sustentando o olhar dele até que ele desviasse. 


Nadia o observou descaradamente enquanto ele se encolhia. Prestou atenção ao formato de seu rosto, nos hematomas que iam dos azuis de Van Gogh aos amarelos de Klimt, passando por diversas telas no percurso. Ela notou cada onda dos cabelos dele, perdendo a sedosidade e o brilho lentamente. Assim, com o rosto virado, ele lembrava o Narciso de Caravaggio, sempre cercado de escuridão. 


Quando ele lhe dirigiu a palavra novamente, ela deslizou o papel no qual ele havia desenhado para mais perto e o pegou antes que ele pudesse evitar. 


- Yep. - ela respondeu simplesmente, enquanro seis olhos estudavam os desenhos. Atrasando ainda mais qualquer tentativa de reavê-lo, Joyce chegou trazendo a salada e o suco. 


Nadia agradeceu e abriu a salada, começando a comer logo em seguida, ainda olhando o desenho. 


- Are you afraid of the dark?
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Sab Dez 23, 2017 4:12 am

A replica dela só serviu para que ele torcesse o rosto como se estivesse realmente frustrado com suas próprias ações, um gosto amargo brotando-lhe em cima da língua, o ressentimento. Quando alguém surpreendia-o com uma resposta mais amistosa do que ele próprio esperava, Nathan sempre ficava sem jeito por ter agido mal a princípio. Isso havia se intensificado nos últimos tempo, apenas parte do ódio que ele sentia por si mesmo e, ah... como ele gostaria de uma dose da heroína agora.
Ele coçou-se nervosamente, do queixo até atrás da orelha, movimentos impulsivos típicos de um viciado, mas não ousou encarar o olhar dela novamente até que viu de soslaio o papel com seu desenho ser puxado.

- Hey, não!- ele sussurrou rispidamente e, quando estava prestes a tentar pegá-lo de volta, seu braço apenas pousou na mesa, disfarçando quando Joyce chegou.- Anda, me devolve iss-... what?

Ele inclinou a cabeça e piscou os olhos, aparentemente confuso com a indagação repentina dela.

- Você acha que eu sou o quê? Um garotinho medroso? Olha, eu sequer vim aqui pra isso. This isn't the kind of dark you know.- ele soou mais sombrio naquela última frase e estendeu a mão para alcançar o papel uma vez mais.- Now let's talk bidness.
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Sab Dez 23, 2017 5:29 am

Ela puxou mais uma vez o papel, deixando o garfinho fincado no meio da salada. 


- How could you know? - Ela perguntou, olhando no fundo de seus olhos. - Talvez a minha escuridão seja igual a sua. 


Ela pegou mais um pedaco e saboreou, os lábios rosados eram cheios e pequenos. 



- Eu não sinto pena de você, Nathan. Você também não deveria. - ela lhe estendeu o papel. 


- Você não respondeu à pergunta. 
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Sab Dez 23, 2017 6:12 am

Ele não soube porque motivo seus impulsos temperamentais cessaram de repente, não mais reagindo contra a ruiva, de forma que ele apenas manteve-se calado diante das palavras dela, fitando-a com olhos baixos, mas atentos. Havia uma parte coçando em seu cérebro, uma lembrança vívida e ao mesmo tempo nebulosa.

- You are such a creepy, Prescott!- a voz rosnava em zombaria, um segundo depois seu dono, um jovem moreno com seus 1,90 de altura e fortes músculos encobertos pelo casaco do time de futebol, empurrava contra a parede o atordoado Nathan.- O que você tem aqui, twitch?

Ele indagou, abaixando-se para pegar o que o Prescott deixara cair com a aproximação violenta. O jogador folheou o álbum de fotos em suas mãos, franzindo o cenho em desgosto.
- Oh, wow! This is some really weird crap, Prescott!
- Não é sua! Me devolva!- ele tentava falar, mas era inútil, o cara tinha o dobro de seu tamanho e desviou perfeitamente quando Nathan tentou tomar o álbum de volta para si.
- Quer saber de uma coisa, Nathan? Eu vou te fazer um favor, porque eu tenho pena de você. Você é tipo a bonequinha voodoo de todo mundo! Que tal tentar parar de ser menos bizarro, aí quem sabe você faça uns amigos. - ele sorriu de forma maligna, mirando o álbum lotado de fotografias na fonte de água do pátio.- Boo-yah!

Nathan, por sua vez, ao ver seu álbum simplesmente afundar na água, pôs as mãos na cabeça, a angústia aflorando-lhe a expressão.

- Me levou meses pra juntar tudo aquilo...- ele murmurou, num misto confuso entre raiva e tristeza, como se estivesse em dor, até ser cercado novamente pelo grandalhão e receber tapas pesados em seu rosto.
- Seu papai te arranja outro. O resto da cidade te odeia tanto quanto odeia seu pai, freak. Da próxima vez que eu te vir, vai ser pior.

"Eu não sinto pena de você, Nathan. Você também não deveria."

Aquelas palavras ecoaram pela mente do Prescott mais do que deveriam. Ele suspirou, parecendo cansado dos "joguinhos"  da ruiva.

- Eu não tenho pena de mim. Eu me odeio.- ele revirou os olhos, se arrependendo instantaneamente daquele pequeno desabafo, e então ele percebeu que ela lhe entregava o desenho, o qual ele pinçou após uma certa olhada para a menina, como se não acreditasse que ela pudesse simplesmente devolver.

No entanto, ele pegou o papel, trazendo-o novamente para perto de si como gostaria de ter feito com o álbum de fotografias.

- Tenho. Tenho medo.- ele respondeu. Curto e simples, com o olhar baixo.
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Dom Dez 24, 2017 12:41 am

Em geral, Nadia era boa com expressões. Ela era uma artista, e observava aquelas ao seu redor com um olhar analítico, mas sem julgamentos. O rosto harmonioso de Nathan mostrava uma série de sentimentos que não deveria, não tão profundamente, não tão frequentemente. A tristeza era a fonte da criatividade de muitos artistas, mas era uma fonte da qual deveria se aprender a beber com moderação. 

Nathan Prescott não parecia um cara que gostava de moderação. Nadia sorriu. Era um sorriso doce, e, como ela falou, não demonstravam nem um pingo de pena. 

— Tem certeza? Ou está só repetindo o que os outros te disseram toda sua vida? 

Ela perguntava de maneira sincera. 

— Eu costumava ter medo. Encontrei alguém que também tinha escuridão, e por isso não se importou com a minha. Ela não vai embora, sabe? 

Ela sorriu. 

— “I am a forest, and a night of dark trees: but he who is not afraid of my darkness, will find banks full of roses under my cypresses.”* Nietzsche já dizia. 
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Sex Dez 29, 2017 6:43 pm

- Que diferença faz? Se eles tanto falam deve ser verdade.

Nathan se encolheu ainda mais no assento, a coceira que sentia se alastrando por debaixo de sua pele, como se suas veias gritassem e contorcessem, pedindo por algo que não estava ao alcance no momento.
Diante das próximas palavras de Nadia, ele acabou por esconder o rosto momentaneamente com as mãos enquanto as pontas de seus dedos arranhavam o couro cabeludo.
Ele estava quase entrando na conversa de Nadia
Realmente quase.
Mas o vício era incontrolável, e seus pensamentos embaralharam o suficiente para ele desejar apenas ter um chão para se jogar e uma seringa para usar.

- Listen, redhead girl... você vai querer as drogas ou não?- o tom que ele usou foi um tanto descontroladamente alto, o que acabou atraindo olhares que se perguntavam se haviam ouvido corretamente as palavras.
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Nadia Romanova
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Sab Dez 30, 2017 3:21 pm

Nadia o observou por breves segundos antes de deixar o garfo sobre o prato, abrir a bolsa e deixar uma nota alta o suficiente para pagar por tudo. Ela então se levantou e fez um sinal de cabeça para que Nathan a seguisse. Lá fora, ela caminhou um pouco para mais longe da entrada e ficou de costas para ele por alguns momentos, parecendo um pouco hesitante. 


Ela então se virou. Os grandes olhos azuis parecendo tristes, os lábios se apertando como se ela quisesse dizer um milhão de coisas mas não se sentisse no direito. 


- Qual é o seu veneno? - Ela perguntou, parecendo preocupada. 


Ela já havia perdido amigos demais pra deixar isso acontecer outra vez. 


- Não é normal se sentir mal, Nathan. Não é comum sofrer. Você merece mais que isso. 
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Dom Dez 31, 2017 7:26 am

Ele observou os movimentos dela com muita cautela, ainda agindo como aquele animalzinho indefeso posto contra a parede. Nathan nunca aprendera a ser... escorregadio. Os hematomas constantes e semanais em seu rosto eram a prova de quando ele batia de frente com seus problemas e, quando não podia fazer isso, bem, as drogas eram a válvula de escape. Sempre foram.
A diferença é que agora elas eram tudo.

Assistiu Nadia se levantar e guardou o desenho no bolso do casaco azul, suspirando antes de ceder ao chamado silencioso dela. Eles saíram, alcançando o estacionamento da entrada, silencioso de pessoas naquela hora.
Nathan estava por um fio para ir embora dali, por um fio de se arrepender de ter ido, de ter sequer levantado da cama, amaldiçoando o fato de ter tomado uma quantidade insuficiente de calmantes na noite anterior, mas quando ele a fitou se virar, quando viu os olhos dela, ele não pode simplesmente arredar os pés dali...

- Why...- seus olhos marejaram, e ele os piscou com força, varrendo a visão.- Why you fucking care?!

Com a palavra veneno ainda ressonando em sua cabeça, sua destra desceu pelo braço esquerdo até parar na dobra do cotovelo, onde os furos de seringa ainda eram extremamente doloridos por debaixo da manga do casaco.
Ele franziu o cenho, uma expressão amarga, mas mais do que tudo... tristemente confusa. Relutante.

- Você nem me conhece! E com certeza não quer conhecer! Por que você acha que tem tanta gente me querendo morto, me confrontando em boates por aí?! Não é seguro ficar perto de mim.
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Nadia Romanova
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   Ter Jan 02, 2018 12:27 am

- Você pode dizer pro mundo que não se importa. Pode gritar com todo o ar dos seus pulmões que você merece toda essa merda que está acontecendo, mas você nunca vai me convencer que gosta de estar onde você está agora. 

Ela não falava de modo alterado ou nervoso, mas sua voz deixava claro que, independente de motivos, ela se importava. Haviam muitas respostas para aquela mesma pergunta. Por que ela se importava? Talvez porque ele era um conhecido de Courtney? Talvez por que ela havia visto algo nele, algo que ninguém naquela cidade havia visto até agora? Humanidade. Vulnerabilidade. Um ser humano, que sentia, errava e amava como todo mundo. Ela se importava porque ninguém mais parecia se importar. 

- Isto - ela tocou de leve as dobras dos cotovelos dele - Só vai trazer mais dor, ao invés de levar a que você tem pra longe. 

Ela tirou suas mãos dele. Ali bem perto estava um pequeno balanço, com dois lugares. Ela se sentou em um e esperou que ele fizesse o mesmo. Se não fizesse, ela iria educadamente pedir. 

- Eu não quero saber o que os outros pensam de você porque eu não dou a mínima para o que eles pensam. O que eu queria mesmo era saber quem é Nathan Prescott ao invés de ouvir um milhão de opiniões de pessoas que nem mesmo te conhecem. 
Assim como Absolem, a lagarta de Alice, seus olhos azuis o fitaram curiosamente. 

- Who are you?
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MensagemAssunto: Re: Lanchonete   

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