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 Pátio

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MensagemAssunto: Pátio   Seg Jul 24, 2017 12:39 am








Na frente do prédio do dormitório existia um pátio pequeno, ele era constantemente visitado por esquilos e pássaros, além de ser um lugar extremamente agradável, adultos raramente passeiam pelo local.
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Seg Jul 31, 2017 12:56 pm

Já passava das dez da noite e a maioria dos estudantes haviam adentrado seus próprios dormitórios afim de um mínimo de descanso para a extensa carga horária de aulas do dia seguinte ou mesmo buscavam um comprometimento para realizarem suas últimas tarefas, afinal era plena segunda-feira e eles deveriam estar cheio delas. Isso explicaria bem o campus praticamente deserto naquele horário, não que isso fosse tão incomum assim.
Os pilares luminosos do local faziam o trabalho de deixá-lo bem esclarecido àquela hora, embora a névoa úmida do clima frio ofuscassem a capacidade das lâmpadas de forma que as partes mais escondidas e sombras do lugar estavam realmente escuras.  
E era ali, do lado oposto aos dormitórios, no meio do gramado sombrio, que uma voz parecia chamar um pouco de atenção.

- "Não quero você por aí gritando meu nome em público", ele disse... "não me ligue pelo seu celular pessoal", ele disse... fucking asshole!- queixava-se um rapaz num tom arrastado e rancoroso. Graças à pouca iluminação, não era possível distinguir de longe mais do quê sua silhueta andando para lá e para cá nervosamente.- Então é uma decisão muito inteligente simplesmente me expulsar das classes. Ótimo! Eu poderia processar ele e essa escola inteira tão rápido...!


Ele bufou, e sua atenção pareceu focar-se ao estranho totem ao seu lado. Aquele totem sempre esteve ali no campus desde que bem se lembrava, e ele só parecia ainda mais bizonho à noite.


- Eu sei que existem coisas nessa cidade, coisas que vão além dele e até mesmo da polícia inteira. Mas se ninguém quer me ouvir, whatever. Os Prescotts sabem, bitches!- ele disse, se aproximando daquele totem e tocando sua estrutura, passando os dedos pelos desenhos estranhos que haviam ali. Empurrou-o brevemente, como se verificasse se ele sairia do lugar.

Quem visse aquela cena, poderia jurar que aquele garoto estava sobre algum tipo de efeito de drogas ou algo parecido.
Bom, era essa a impressão que ele dava na maioria das vezes.
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Raquelle Ross
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Seg Jul 31, 2017 1:30 pm

No meio da noite Raquelle sai de seu dormitório para o pátio, em busca de achar algum sinal no seu celular, ela tinha uma relação bastante presente com seus pais e queria informa-los sobre sua chegada na escola

A garota de cabelos negros estava andando aleatóriamente pelo pátio com o celular em sua mão na esperança de achar algum sinal e resmungando sobre a qualidade de serviço móvel do local, durante sua caminhada ouve uma voz masculina em uma parte mais escura do pátio, quando foca seu olhar de onde viria a voz, vê uma silhueta masculina, ficou com um pouco de medo pressupondo que seria algum drogado ou coisa do tipo, então parou um pouco de andar, sentou-se num banco onde havia um pouco de iluminação e optou por esperar o sinal do celular aparecer onde ela estava
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Eugen Abel Engel
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Seg Jul 31, 2017 1:51 pm

Abel não estava com o menor saco para arrumar seu quarto e tirar todas as caixas que tinha de cima de sua cama, então pensou que uma caminhada pelo campus seria uma boa ideia para conhecer melhor a escola. Ele estava com um casaco oliva com o capuz por cima da cabeça, olhando ao redor para encontrar algo que o chamasse a atenção.
Ele se deparou com a garota com um celular nas mãos, passando por ela um pouco antes de ouvir os resmungos de Nathan, que reconheceu logo que olhou para o totem.


-Oh, that's new... The golden boy is getting high... -murmurou com um sorriso de canto, indo em direção ao garoto Prescott. -Você parece muito sozinho aí, Nate. Quer compartilhar o que quer que seja isso aí?
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Seg Jul 31, 2017 2:18 pm

Ele estava aparentemente concentrado - ou o que quer que chegasse mais próximo disso no estado em que se encontrava - pronto para tentar tirar aquele negócio dali. Motivos? Bom, isso era uma longa e difícil história para ser explicada, e talvez nem ele conseguisse explicar bem. Além do mais, ele não realmente achava que ia conseguir arrancar aquela estátua dali, achava?
Talvez sim.
Suas mãos empurravam o totem com um tanto de força, e ele até fez um barulho estranho, como se movimentasse a grama, deslocando-se um tantinho do lugar...
Até a voz de Abel soar tão próxima de si. Nathan deu para trás num espasmo involuntário, do qual ele pôs instintivamente a mão destra para trás do corpo, virando imediatamente para fitar a figura que se aproximava.

- E-Eugen?! Tsc, whatever-the-fuck!- ele bufou aquelas palavras, endireitando a postura em seguida, olhando do mais novo para o totem e vice-versa, como se ele interiormente dissesse "você não viu nada".- E você quer me fazer companhia depois desse susto? Eu quase estourei seus miolos!

Ele respirou profundamente, limpando uma gota de suor frio que escorria por sua testa e fitando o chão por um segundo. Pareceu se dar conta de algo, e olhou para Abel novamente.

- Er... esquece que eu te disse isso, ok?- não soava como um pedido de desculpas. Soava quase como um ultimato ameaçador. De qualquer forma, os garotos eram definitivamente próximos, e Nathan não passaria daquele ponto com Abel.- What the hell você faz aqui, weirdo kid? Procurando uma AK-47 pra sair atirando em geral e fazer isso daqui uma Black-Columbine? - ele soltou um riso único e abafado, antes de lançar um olhar ao totem novamente.

Aparentemente, o que quer que ele estivesse pensando em fazer ali, acabara de ir por água a baixo...
Nathan franziu o cenho. Ao fitar o monumento, verificara de relance a garota sentada no banco lá onde a iluminação chegava.

- É sua amiguinha?- ele indagou para Abel. Ver a garota de longe ofuscava sua visão o suficiente para que ele não a reconhecesse como deveria... mas ele demonstrou-lhe um interesse peculiar.- Esse lugar está cheio de novatos esse ano...
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Raquelle Ross
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Seg Jul 31, 2017 2:39 pm

Quando a garota viu um rapaz magro, de cabelos loiros passar em sua frente em direção para o possivel "drogado", fato que relaxou a mesma, supondo que o garoto só era peculiar, então aproveitou que estava sem perigos aparentes e levantou-se para continuar em busca de área telefônica, mas antes de começar a caminhar notou que os mesmos estavam olhando para ela

Pensou que eles teriam como ajuda-la, e foi em direção aos mesmos, mesmo tendo se despreocupado, continuava com um receio e colocou sua mão dentro de sua bolsa dourada em que dentro tinha um canivete que um amigo seu tinha lhe dado na infância

A medida que se aproximava dos garotos a imagem dos mesmos ficava mais visíveis devido a pouca iluminação que ali tinha, e quando estava próxima o suficiente, logo reconheceu seu amigo de infância, largou o canivete dentro da bolsa e apressou seu passo em direção do mesmo


-Nate!!!! Eu quase não tinha te reconhecido... você está tão diferente desde a ultima vez, mas continua com a marra de delinquente -Começa sua frase dando um leve abraço em seu amigo e ri com um tom debochado que ela tinha naturalmente quando falou dos trejeitos do rapaz

Raquelle já se sentia acomodada por conhecer seu amigo, levanta sua mão e acena para o rapaz proximo a ela com um leve sorriso
-Olá, sou Raquelle
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Eugen Abel Engel
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Seg Jul 31, 2017 3:05 pm

O garoto riu com a reação de Nathan, levantando as mãos como se estivesse se rendendo. Ele levantou uma sobrancelha  e tentou bisbilhotar o que estava na mão do mais velho.

-Drogas e armas... você é impossível, rich boy... - disse, olhando para o totem -Não se preocupe, você sabe que eu não sou linguarudo. E metralhadoras não são o meu tipo, prefiro as lâminas... - murmurou com um sorriso que pendia entre o sonhador e o macabro.

Ele virou-se para ver melhor a novata e coçou os cabelos, negando com a cabeça após a pergunta de Nathan.

-Não conheço... Mas ela é uma típica preppy, não é? - perguntou com bom humor -Aquela bolsa deve valer mais que as nossas almas, dude.

Falar aquilo em voz alta não lhe preocupava até que ele percebeu que a morena vinha na direção de ambos, o que fez Abel implorar em pensamento que ela não o tivesse escutado. Ele realmente não esperava que ela abraçasse o Prescott, mas ele não esboçou nenhuma reação além de arquear as sobrancelhas. Ele acenou de leve para ela quando se apresentou

-Abel. Essa escola tem um toque de recolher? - olhou para o amigo, escondendo as mãos nos bolsos do casaco.
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Seg Jul 31, 2017 3:53 pm

- Brah, qualé, você tem que estar brincando...- ele resmungou diante da fala de Abel. Parecia incrédulo que o garoto tivesse adivinhado a arma escondida atrás de si no cós de sua calça. Os motivos para ele levarem aquilo consigo eram infinitos, pelo menos em sua própria cabeça, e intimidar pessoas talvez fosse o principal deles, mas é claro que ele estava longe de fazer aquilo contra o alemão.- É, eu sei que você sabe como guardar um segredinho. Acho que você tem tantos quanto eu, sick psycho.

Aquele apelido veio depois do argumento sobre as lâminas e, quando o outro comentara sobre a garota, Nathan semicerrou as vistas enquanto tratava de ajeitar o casaco azul que vestia para ter certeza de que este cobria bem o revólver que já não era mais segredo.

- Preppers get skewers.- ele brincou. Nathan era quase um mestre em trocadilhos sarcásticos.- Com certeza vale mais que o seu guarda roupa inteiro.- é claro que ele não se incluiu no meio. Talvez aquela bolsa e a jaqueta de Nathan juntas pudessem comprar uma bela casa com vista para a praia.- Mas ela está vindo pra cá e tem algo naquela bolsinha... mas espere aí, dude...

Foi aí que ele percebeu. Enquanto a garota se aproximava, ele reconheceu aquele rosto emoldurado pelos cabelos negros. Uma imagem um tanto mais jovem daquela adolescente se formou na cabeça de Nathan, e ao comparar as duas, ele soube que era ela.

- Não pode ser. Raquel!- ele chamou-a por aquela abreviação carinhosa, logo antes de receber o abraço da menina, com o qual ele pareceu exitar. Não era todo dia que ele recebia aqueles gestos de carinho. Na verdade, ele mal se lembrava da última vez que havia sentido algo parecido... mas Nathan retribuiu o abraço com a mesma intensidade logo a seguir, de uma maneira um tanto desajeitada, mas ele logo consertou isso, pousando o queixo sobre o ombro dela brevemente.- Delinquente, é? Valeu, daddy's girl.- ele debochou de volta, é claro. Porém, Nathan sorria, satisfeito. Era uma das poucas vezes que ele esboçava um sorriso tão sincero.- Sou eu quem digo. Quer dizer, você está definitivamente mais alta. Você era uma anã perto de mim. Ah, claro... cinco centímetros de salto, hoh. - implicou, mas riu a seguir, divertidamente.

Quando a garota se afastou, ele ergueu a mão para coçar a parte de trás da nuca. Por um momento, era como se toda aquela marra tivesse sido quebrada.

- Aliás, bem feito, senti que você acabaria com dois malandros easy. O que é, um fodendo spray de pimenta?- comentou, apontando com o queixo para a bolsa em que anteriormente ela mantivera a mão dentro.- Você não pode confiar em muita gente por aqui... mas eu realmente ainda não acredito que você está mesmo aqui.

Ouviu a indagação de Abel, e estava pronto para respondê-lo, mas um feixe de luz estranho fez com que ele fechasse os olhos num reflexo. Imediatamente, Nathan agarrou o pulso de ambos, os puxando para trás do tal totem.

- É... está aí a sua resposta, weirdo.- ele disse, e olhou para a esquina próxima ao pátio do dormitório. Logo ali na entrada, entre o portão que separava os dormitórios do restante da escola, acabava de adentrar um homem vestindo trajes específicos de zelador escolar, e ele tinha uma lanterna acesa em suas mãos.- Vocês são novatos, então não deveriam saber mesmo... enfim, não queremos detenção, não é?
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Raquelle Ross
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Seg Jul 31, 2017 10:15 pm

Raquelle ri com Nate quando o mesmo comenta sobre sua estatura, e volta seu olhar para dentro de sua bolsa no momento em que o garoto menciona o que ela estaria carregando, no mesmo momento ela pega o canivete que a minutos antes estava segurando e o aponta para seu amigo

-Eu definitivamente não vou lhe perdoar se não lembrar disso!! Ele tem sido meu "guarda costas" desde aquele dia  -Ela ri enquanto menciona o utensílio como se fosse uma pessoa

No momento em que iria responder o motivo de estar na escola é surpreendida pela ação rápida do rapaz e sem querer deixa o canivete cair no chão, podendo ter chamado atenção do homem que tinha aparecido

-Ninguém tinha me contado sobre toque de recolher!! Ir pra detenção antes da primeira aula vai ser realmente empolgante

Após resmungar, nota algo estava faltando consigo, ela lembrou que tinha deixado seu canivete cair enquanto o rapaz puxava os dois para se esconderem, logo ela da leves batidinhas em seu amigo

-Nate, o canivete!!
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Eugen Abel Engel
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Ter Ago 01, 2017 9:29 am

O alemão assistiu os Raquelle e Nathan conversarem, apenas escutando os dois mencionarem suas nostalgias enquanto ele coçava o queixo com uma expressão de tédio, até que a garota sacou um canivete parecido com o que ele mesmo tinha, mas estava em seu quarto, dentro de uma das caixas espalhadas que ele não tinha a menor vontade de arrumar.
Quando foi puxado bruscamente por Nathan, achou que o mesmo iria lhe dar um tiro até começar a sussurra, o que fez Abel ter qualquer ideia do que estava acontecendo.


-Shit... Você me assustou, man... - disse em voz baixa, olhando para o tal zelador -Ei... Aquele ali é o Madsen? Meio difícil ver daqui... Todos esses zeladores tem a mesma cara.
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Ter Ago 01, 2017 4:15 pm

Os olhos extremamente azuis de Nathan focaram-se no objeto nas mãos de Raquelle quando ela o mostrou, e ele arqueou as sobrancelhas por um momento.

- Holy shit, você é inacreditável, Quell...

É claro que ele se lembrava.
Foi logo antes dela partir. Eles deveriam ter onze, quase doze anos. No aeroporto num fim de tarde, a família Prescott despedia-se dos Ross, companheiros de negócios e amigos íntimos com direito a convites especiais em qualquer uma das grandes festas e eventos realizados pela família de Nathan. Enquanto os adultos apertavam as mãos, um garotinho de cabelos alourados penteados para trás e um suéter caro aproximou-se da pequena menina com madeixas negras. Ele lhe estendeu uma caixa estreita, envolvida por um laço e uma embalagem feita à mão. Provavelmente seus pais não o deixariam dar aquilo como presente se soubessem do que se tratava... porém, ele nunca fora mesmo o filho perfeito que tanto desejavam.

"Olha só... uma vez, meu pai me disse que se eu voltasse da escola com machucados de briga, eu apanharia o dobro em casa."- a voz jovial do garoto soou, enquanto ele olhava a menina diretamente em seus olhos. Ele não parecia sentir muito o peso das palavras que proferia, afinal, era jovem demais para isso."Então está aqui. Fica xiu sobre isso, entendeu?  E nessa nova cidade... não deixe ninguém te machucar, Quell."


Logo depois de entregá-la o presente, ele lhe deu um abraço apertado e afagou seus cabelos num carinho.

Para aqueles que de fato conheciam o garoto, como Raquelle e alguns pouquíssimos outros - e como Abel estava para conhecer aos poucos -, a família Prescott nunca havia sido muito gentil com Nathan especificamente. Talvez exigissem demais dele, sempre tentando controlá-lo sob ameaças ou chantagem, mas aquela ocasião em particular deixava claro o quanto desde sempre Nathan também tinha o dom - ou o fardo - de distorcer os ensinamentos que recebia.
Se seu pai, Sean Prescott, alguma vez lhe dissera aquilo, talvez fosse com o intento de fazê-lo parar de arrumar brigas, e não achar um jeito de se sobrepor ferozmente sobre todas elas como ele fazia tendo posse daquele tipo de item. Ainda assim, era dessa forma que ele agia, e foi dessa forma que ele julgou que Raquelle também poderia precisar daquilo... porque ele realmente se preocupava com ela. Ele talvez não estivesse tão errado assim, afinal, dado a circunstâncias da ocasião presente e às palavras da própria menina.

- Wow, Hit Girl. Você parece uma tremenda badass com isso na mão.

Foi quando eles ficaram alertas com o zelador e ali, semi-escondidos pelo totem e a falta de iluminação naquela região em específico, Nathan ouviu as palavras de Abel.

- Você já conhece o freaky-Madsen, dude? Uh, meus pêsames.- ele bufou brevemente.- Só pode ser ele. Quem mais é o doente que parece que tem um prazer mórbido em perseguir estudantes? Fucking stalker... eu tenho acordos com ele, mas ele definitivamente não perderia a chance de ferrar a gente quando tivesse a chance.

Eles puderam ouvir um "muito bem, saiam daí, moleques!" vociferado grosseiramente, e então viram o tal zelador aproximar-se gradativamente, mirando a lanterna próxima ao totem. Provavelmente ele tinha sido alertado pelo barulho quando o canivete foi derrubado por Raquelle, e notara a movimentação estranha de silhuetas.
Nathan olhou do homem para a garota ao seu lado, para Abel, e então para o item no chão. Pensou em pegá-lo de volta para a garota, mas Madsen estava atento, e se ele reconhecesse algum dos garotos, poderia ser o suficiente para provocar-lhes uma séria detenção e toneladas de tarefas no dia seguinte.

- Ah, cara... nós temos que dar o fora daqui antes que ele se aproxime!
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Raquelle Ross
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Qui Ago 03, 2017 10:28 am

Raquelle estava enfurecida pelo fato de ter um toque de recolher, ela odiava ser limitada, ter que obedecer ordens e regras que na sua concepção eram sem sentido, porém estava mais preocupada com o canivete, o objeto tinha um grande valor para ela

A garota de cabelos negros logo teve uma idéia e começou a remexer sua bolsa, assim como seu amigo suspeitou, ela realmente tinha um spray de pimenta, logo ela puxa o item de sua bolsa, tira seus saltos e os segura, ela estava preparada para correr


-Essa talvez seja nossa unica chance, assim que vocês ouvirem o barulho, corram

Assim que da a instrução para os rapazes, lança a lata o mais longe possível, no momento em que ela ouviu o barulho que o frasco fez ao atingir o solo, fez um sinal de mão chamando os garotos e começa a correr em direção a saída, não tinha tempo para esperar a reação do homem, deixou nas mãos da sorte, cada minuto perdido era ouro

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Eugen Abel Engel
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Qui Ago 03, 2017 10:48 am

Abel se esgueirou entre os dois para que não fosse visto por Madsen. Ele sabia que um dia ou outro acabaria na detenção, mas não em seu primeiro dia de aula. Aquele talvez pudesse ser seu recorde.
Ele ouviu as palavras de Raquelle e concordou com a cabeça. Mas pensou  no tal canivete ali no chão. O garoto odiava ter que deixar algo para trás, mesmo que aquilo não fosse seu. O canivete era obviamente importante para a novata e ele reconheceu aquilo.
Quando Raquelle jogou o spray para longe e o casal começou a correr, Abel ficou ali e esperou que Madsen jogasse a luz de sua lanterna para onde quer que a lata tivesse batido. Quando o zelador assim fez, o garoto pegou o canivete às pressas e correu o mais rápido que pôde para onde os outros dois haviam ido.
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Nathan Prescott
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Qui Ago 03, 2017 2:57 pm

Nathan notou a garota remexer na bolsa, e ele mesmo enfiou as mãos dentro dos bolsos de sua jaqueta; aparentemente eles partilhavam um pensamento equivalente. Ele retirou um combo de itens que não era possível de se distinguir de fato no escuro, até ouvir a garota em seguida.

- Manda ver, genius.  

A sútil chama de um isqueiro se fez em sua mão esquerda, e esta acendeu alguma espécie de pavio na mão destra de Nathan. Foi quando Raquelle atirou a lata de spray, que bateu numa das árvores opostas à direção que eles estavam. A mira luminosa da lanterna mudou de direção imediatamente, mas foi apenas questão de míseros segundos que, como o esforçado stalker e ex-militar que o era, David ouvisse as passadas desenfreadas no gramado. Ele girou em seus calcanhares, prestes a vislumbrar Abel em seu ato de pegar o canivete.

- EU VOU PEGAR CADA UM DE VOCÊS, BANDO DE VÂND-...

POW.
Nathan atirara aos pés do zelador uma bombinha de traque.  
A pequena, porém barulhenta e brilhante explosão interrompeu o homem devidamente, fazendo-o desequilibrar-se e cair sentado no chão, o que o desnorteou tanto que ele largou a lanterna e sequer pôde fazer muita coisa além de assistir vultos irreconhecíveis correrem para fora do campus.
Aparentemente aquela tinha sido uma ótima estratégia de guerra e um bom trabalho em equipe em sua concepção...
Os adolescentes não ouviram muita coisa além das risadas contidas de Nathan e um David praguejando horrores ficando cada vez mais para trás.

[ PIS CI NA  king  ]
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Nymeria Lindberg
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Ter Set 26, 2017 9:43 pm

A garota que adentrou o pátio da academia era de uma excentricidade extravagante. Ela poderia ser considerada uma albina, já que os cabelos e pelos de seu corpo em geral eram praticamente descorados, e sua pele tinha um tom excessivamente pálido. Sua íris era azul, também. Apenas uma delas, no entanto. A outra tinha uma coloração anormal de vermelho, que faria qualquer pessoa questionar que tipo de genes aquela adolescente possuía para somar duas ocorrências tão raras.

As vestes pretas que usava faziam um contraste marcante com sua tez. Atada as suas costas, era possível ver uma espada, o que já era algo inusitado, afinal não se deveria andar com armas a vista daquela forma. Na verdade, praticamente ninguém usava espadas hoje em dia, armas de fogo eram cem por cento mais eficazes. Dito isso, aquilo poderia ser muito bem um brinquedo. Alguém poderia até mesmo acreditar que a garota estava vestida com um cosplay.

Mas aquela era Nymeria Lindberg, e definitivamente não vestia-se com esse intuito. Ela tinha muitas coisas importantes em sua mente para desperdiçar seu tempo com tais coisas. Chegara a seus ouvidos que naquela cidade haviam casos de desaparecimentos de moças com a idade dela, e o destino delas não poderia ser dos melhores. Algumas das pessoas de seu círculo social sussurravam apavorados sobre Doll-Makers e esquemas de prostituição. Elas ficaram ainda mais assustadas quando a adolescente decidiu cursar química na Academia Blackwell.

Isso porque ela era filha de um dos chefes da Máfia Russa.
E porque não era uma filha qualquer... Nymeria era a melhor qualificada para ser a sucessora de seu pai caso algo lhe acontecesse, junto a seu irmão gêmeo. Como tal, aquela criatura de aparência mirrada e frágil tornara-se alguém letal... e ao mesmo tempo, um alvo estratégico.
Talvez fosse por essa razão que seu rosto sempre tão inexpressivo estivesse com uma sutil expressão de irritação. Principalmente porque, bem atrás dela, caminhava um rapaz que a seu ver, não deveria estar ali.


- Eu já disse ao meu pai que não há necessidade alguma de um segurança. Você poderia poupar o tempo de nós dois e perder-se por ai.


Última edição por Nymeria Lindberg em Ter Set 26, 2017 10:43 pm, editado 1 vez(es)
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Lennart Eurus
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Ter Set 26, 2017 10:05 pm

Logo atrás de Nymeria vinha um rapaz que mais parecia ser a sedução encarnada. Seu cabelo era escuro e caía livremente por sua cabeça, aproximando-se de seus ombros, sua pele era clara e seus olhos de um castanhos escuro que reluziam com a luz, trajava-se com roupas casuais escuras, a única peça de roupa em seu corpo que não era preta, era a camiseta branca que estava escondida embaixo de sua jaqueta preta. Em seus lábios, um sorriso fácil tomava conta e era capaz de arrebatar o coração de qualquer pessoa que desejasse se perder ali.

Muito poderia ser dito sobre Lennart Eurus baseado apenas em sua aparência e não seria nenhuma surpresa se alunos chegassem a conclusões precipitadas sobre a personalidade daquele rapaz. A verdade era que, não importava o que pensassem que ele era, estariam certos. Lennart usava tantas máscaras sociais que ninguém sabia realmente qual era a sua real personalidade. Na verdade, o próprio rapaz se perdera entre elas, então apenas escolheu uma que mais gostou e começou a usá-la perpetuamente.

Para ele, toda essa história de Doll-Makers e desaparecimentos de garotas não importava. Afinal, ele fora enviado ali com uma missão. Uma que pessoalmente não gostava, mas ainda assim iria executá-la. Afinal, como um dos melhores assassinos da família Lindberg, até mesmo uma ordem como aquela, que fugia de tudo o que ele já fizera antes, deveria ser cumprida com perfeição. De seus lábios ele tirou o que restava de um cigarro e jogou para o lado, a fumaça lentamente saindo de sua boca e subindo para cima, dançando conforme o vento batia.

Lennart deu uma pequena risada com o comentário de Nymeria, ele sabia muito bem que ela iria falar algo desse tipo. Ela era teimosa e orgulhosa demais, um traço que compartilhava com Lennart, mas era apenas natural que ele fosse enviado como segurança, devido aos desaparecimentos. A última coisa que a família precisava era que a herdeira sumisse do nada. Enviar aquele que recebera o título de '' Lothur '' não era nada além do esperado.


- Senhorita, nós dois sabemos muito bem que não posso fazer isso - O rosto de Lennart era um de compreensão, se alguém fosse enviado para protegê-lo, provavelmente ficaria incomodado também - Não podemos colocar a sua segurança em risco.
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Ter Set 26, 2017 11:03 pm

Nym conhecia Lennart - ou melhor, Lothur, como era mais conhecido lá dentro da máfia - apenas superficialmente. Ele era sem dúvida um dos melhores subalternos de seu pai, e um homem que realmente possuía vários dons. Tivera a oportunidade de ver uma vez ou outra os resultados do trabalho dele. Não, ela não podia se dar ao luxo de subestimá-lo, e isso nem era algo justo de se fazer.

Ainda assim, aquela situação a irritava. Primeiro porque não é trabalho dele ficar vigiando-a, tirando-o das missões poderia haver alguma queda da taxa de sucesso. Segundo, obviamente porque ela não era alguém para ser protegida. A espada em suas costas mostrava isso muito bem, embora fosse tratada como um brinquedo para a maioria das pessoas que a avistavam e não tinham conhecimento das habilidades de sua portadora. Aquela garota já fatiara mais pessoas do que aqueles alunos do interior conheciam... ela não queria um guarda-costas.


- Tsc... "minha segurança". - Nym estalou a lingua, cruzando os braços enquanto caminhava. Ela puxou de um dos bolsos do casaco preto com pelos na gola que usava um pirulito, que a julgar pela cor deveria ser de cereja, desembrulhou-o e colocou-o na boca. Agindo daquele jeito, parecia ainda mais com uma adolescente normal... ela ajeitou a boina preta que usava com a ponta dos dedos. - Se me conhecesse bem, saberia que quem corre risco de verdade são as pessoas que me atacam.

Ela não duvidava que de fato ele conhecesse ou tivesse prestado atenção o bastante para sabê-lo, afinal era o tipo de pessoa que recolhia todo tipo de informações. Seus olhos correram para os lábios do rapaz, dos quais escapavam os resquícios da fumaça daquele cigarro que fumara. Nymeria chegou a cogitar provar aquilo, mas não externou seus pensamentos... se o gosto fosse tão ruim como o cheiro, com toda certeza se arrependeria.

- Mesmo Edrik me esfaqueou pelas costas e foi a favor disso. Francamente. - pelo menos Edrik se importava de verdade, o que não poderia dizer do pai.
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Ter Set 26, 2017 11:26 pm

Conforme caminhava, exatamente um passo atrás de Nymeria, sua mente vagava para suas antiga missões. Sua taxa de sucesso fora sempre extraordinária, até mesmo se comparado com o resto das crianças da Casa ele estava acima dos demais, excelente em todas as áreas e incapaz de sentir qualquer tipo de emoção. Justamente por essa falta de sentimentos é que ele havia sido selecionado pelos Lindberg, não, selecionado era a palavra errada. Comprado. Ele havia sido vendido para o lucro daquele que chamavam de Imortal e o pobre rapaz crescera conhecendo apenas sangue e morte.

Lennart preferia estar em suas usuais missões arriscadas, ele adoraria voltar a dançar com a morte e rir na cara da mesma quando saísse ileso, mais uma vez. Agora, trabalhar como segurança? Aí estava algo que ele não desejava fazer, desejava ter suas pistolas em sua mão novamente, ouvir o som delas disparando, escutar conforme as capsulas das balas tocavam o chão, sentir o cheiro da fumaça que subia após cada disparo. Mas ali estava ele, fingindo ser um estudante de música qualquer. Ele teria suspirado, mas sentiu que isso seria uma falta de respeito enorme com Nymeria.

- Ah, mas eu conheço muito bem a Senhorita. Sei que não precisava estar aqui para lidar com quaisquer perigos - Lennart estava tentado a puxar um cigarro de sua carteira e acendê-lo, porém tinha acabado de livrar-se de um. Outro seria um exagero, até mesmo para ele - Mas veja bem, há um limite para o que a Senhorita pode fazer. Muitos perigos não podem ser cortados ao meio. É para isso que estou aqui, para fazer uso de minhas habilidades. Coletar informações, conhecer aqueles que aqui estudam e analisar cada um deles, para garantir que seus estudos não sejam interrompidos.

O sotaque dinamarquês era um pouco presente nas falas de Lennart, mas não era algo que ele conseguia evitar, particularmente. Os olhos castanhos do rapaz foram para o rosto de Nymeria, enquanto esta o observava e uma expressão de leve curiosidade se apossou de seu rosto. Ora, por qual motivo ela estaria observando-o? A mente daquele chamado Lothur era uma que trabalhava mil possibilidades ao mesmo tempo, e devido a conversa que estavam tendo, nenhuma delas era exatamente positiva. Por fim, abriu um pequeno sorriso para ela, tinha que tentar fazer com que a mesma ao menos tolerasse a sua presença ali.

- É natural que ele fique preocupado com a Senhorita, é seu irmão, afinal de contas - Falou Lennart, aquelas palavras não tinham significado algum para ele. O mais próximo de irmãos que tivera fora em seu período na Casa e, bem... os outros não tiveram um final feliz.

Colocou as mãos no bolso de sua calça, conforme caminhava. Sua jaqueta preta estava parcialmente fechada, pois se estivesse aberta seria possível notar o coldre que estava por cima da camiseta branca, nele havia uma pistola nove milímetros. Nunca custava ser preparado para tudo, principalmente quando a vida da filha de seu chefe estava na linha. O assassino pôs-se a cantarolar uma música, enquanto andavam, não era um dos melhores cantores do mundo, mas estava longe ser ruim. Mesmo tendo aquele sotaque dinamarquês, sua voz ainda era agradável aos ouvidos.


I heard your boo your marrow
Pick 'em up just to let 'em down
Your the same baby but I always know
Just the way your gonna do
Just a psychotic girl and I won't get lost in your world

Friday night party life
You were acting like everything was alright
Later on with no one around
Had me fighting for air laying on the ground
Oh lord oh lord
Just a psychotic girl and I won't get lost in your world

I thought you changed but I should have known
You play nice for a time but then you do me wrong
I thougth long and hard about what I shoud say
But when I was through it just came out this way
Oh lord oh lord
Just a psychotic girl and I won't get lost in your world

Música em questão:
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Qua Set 27, 2017 12:58 am

Se lhe perguntassem, Nym não saberia dizer exatamente porque decidira estudar naquele lugar problemático. Não que os problemas lhe perturbassem, ela estava ciente de que, sendo quem era, teria dores de cabeça para resolver em cada lugar que fosse. Imaginava que fosse pelo prestígio da academia, que se especializara em artes, mas tinha lá suas outras vertentes. Ou porque aquelas histórias de desaparecimentos a deixaram curiosa... ou simplesmente para manter uma distância segura do pai.

Secretamente ela esperava que o velho morresse logo. Mas não correria o risco de dizer isso para seu companheiro não desejado. A reação esperada dele era que não se importasse a mínima com aquilo, mas havia a pequena - minúscula probabilidade - de vê-la como uma ameaça. E Nym era... só muita força de vontade e a noção de que deveria matar muitos dos seus antes de pegar a cabeça do pai mantinham-na na linha. Talvez o homem soubesse bem disso... ela não queria testar a fidelidade de Lennart tão rapidamente assim.

- Que perceptivo da sua parte, stalker. - Nym cruzou os braços e com a língua empurrou o pirulito para um dos cantos da boca, de maneira que conseguisse falar melhor. - Naturalmente como uma humana eu tenho limites mesmo, mas não sou tão tola para ser pega em uma emboscada ou coisa pior. Já que não há nada a se fazer, eu vou fingir que acredito que sua preocupação é com a interrupção dos meus estudos.

A garota piscou os olhos e desviou-os do rapaz. A curiosidade matou o gato, lembrou a si mesma. Ela tinha treinamento para evitar armadilhas óbvias. Armadilhas que a própria jovem armava de vez em quando, sem perceber. Claro que notara a curiosidade no rosto do outro também... se conseguissem chegar num acordo, ele pararia de sufocá-la com sua presença e arranjaria alguém para matar.

- E você entende muito sobre essas coisas, suponho. - ela disse. Poderia não saber tudo sobre o passado daquele homem, mas tivera vislumbres. Seu pai sabia mais que ela, no entanto... mas informações Nym podia conseguir sozinha, por outros meios. A garota deixou escapar um suspiro, talvez acreditando que estava sendo um pouco ríspida demais. Não era exatamente culpa dele estar ali. O cara estava tão desconfortável quanto ela. - Já que você é especializado em situações mais... específicas, poderia sei lá... dar uma volta para resolvê-las de vez em quando?

Nym andou mais alguns passos antes que o outro começasse a cantar. Ela apreciava aquele sotaque Dinamarquês, tão diferente dos que estava acostumada. De fato Lennart tinha uma boa voz. Ele não era uma companhia assim tão ruim... não fosse pela sua teimosia e pela sensação do pai controlando seus passos, talvez tivesse até apreciado-a. Se aquele rapaz fosse leal a Nymeria, seria muito mais fácil... e se não fosse responsável para cuidar da segurança dela a cada hora do dia.
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Qua Set 27, 2017 1:04 pm

Os acontecimentos daquela cidade de fato eram algo que a diferenciava das demais, porém na opinião de Lennart eles deveriam ser ignorados completamente. Se os desaparecimentos das garotas estivessem realmente ligados as Doll-Makers, não era um problema dele. A não ser que tentassem envolver Nymeria nisso, nesse caso teriam que lidar com um ser capaz de trazer o inferno a Terra. Mas, como bem sabia, a garota era um imã de problemas, mesmo se fosse no local mais pacato do mundo, algo iria acontecer e ela estaria envolvida. Um sorriso um tanto malévolo brotou em seus lábios, isso deixa a vida mais divertida, pensou ele.

Lennart era fiel aos Lindberg e não a uma pessoa específica, mas como aquele que lhe dava ordens era o pai de Nymeria, era a ele que uma parte maior de sua lealdade era dirigida. Se o homem viesse a falecer, para ele nada importaria, logo alguém iria substituí-lo, possivelmente Nymeria, e suas missões continuariam as mesmas. Uma vez que um cão de caça tem uma coleira presa em seu pescoço, ele irá obedecer cada ordem. Mesmo que o mestre mude, ele ainda irá caçar, aquelas palavras do Udødelig ressoaram em sua mente. Sim, Lennart era um cão muito obediente, latia quando lhe era pedido, sentava quando era mandado e caçava quando lhe era ordenado.

- Ora Senhorita, é apenas natural que eu saiba do que é capaz, não é mesmo? - Dentro do bolso de sua jaqueta, os dedos de Lennart brincavam com uma moeda que havia ali, provavelmente o trocado que sobrara de quando comprara sua carteira de cigarro - Eu não disse que a Senhorita é tola, apenas que existem certas linhas que a Senhorita não pode cruzar, e é por estas que eu caminharei. Seus estudos e sua vida, obviamente. Este local lhe deixará muito exposta.

O rapaz deu uma pequena risada nasal e o fantasma de um sorriso sincero passou por seu rosto, mas era apenas isso, um fantasma. Lennart sorria muito, mas nenhum de seus sorrisos era de fato real, a maioria fazia parte de suas infinitas máscaras, então era muito raro vê-lo sorrir e rir naturalmente. O dedo do gatilho de Lennart coçava, não tirava prazer em matar, mas estava parado havia muito. Se continuasse assim, provavelmente acabaria enferrujando. Nenhum tipo de falha era aceita, tanto em sua mente, quanto em seu corpo.

- Não muito bem, devo admitir. Já tive pessoas que poderia chamar de irmãos e irmãs, mas eles não estão mais aqui - Mesmo falar da morte de possíveis parentes não mudava a expressão do rapaz, ele realmente não se importava com aquilo - Eu recebi ordens de seu pai, para protegê-la a qualquer custo. Mas também devo seguir suas ordens. Caso a Senhorita deseje que eu faça algo, eu o farei. Desde que dita ordem não coloque-a em perigo.

Por fim Lennart parou de cantar, sua paixão por música era uma das únicas coisas que faziam com que ele se parecesse com alguém normal. Não conseguiu segurar sua compulsão e puxou mais um cigarro, acendendo-o com seu isqueiro Zippo e dando uma profunda tragada logo em seguida. Conforme ele soltava a fumaça para cima, seus olhos começaram a vagar pelo local. Para quem estivesse vendo-o de longe, ele era apenas um aluno novo observando a área ao seu redor, para tentar decorar como aquele lugar era, mas para Nymeria seria óbvio que seu segurança estava buscando por qualquer tipo de ameaça.
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Nymeria Lindberg
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Qui Set 28, 2017 10:42 pm

Aquela cidade pequena tinha tudo para matá-la: ou literalmente falando, tendo em vista todas as coisas que ocorriam desde que o dito Shadow apossara-se do tráfico, contrabando e outras facções mais do local; ou de tédio, uma morte igualmente indigna. Quem conhecesse os irmãos Lindbergs teria a impressão de que eram imortais. Que dificilmente algo poderia tirá-los de circulação. Era a mesma coisa que acontecia com Lennart e seu "mestre". Se alguém ousasse realmente incomodar Nymeria naquela academia, essa pessoa provavelmente se arrependeria de imediato.

Ela olhou para seu fiel - ou não tão fiel assim - cachorro e teve o ímpeto de soltar sua coleira. Havia pessoas que mereciam ser escravas até o fim dos seus dias. E havia outras que trabalharam o bastante para que se livrassem desse destino. Lennart era uma dessas últimas, porém... talvez ele não conseguisse viver sem as correntes.

- Está me bajulando, que adorável. - piscando os olhos desiguais, a garota voltou-os para o céu excessivamente azul sobre suas cabeças. Não havia uma nuvem sequer no mesmo, e como o sol estava alto, chegava a feri-los. - Suponho que sim. - A sombra de um sorriso estranho surgiu em sua face. - Que lamentável... para os caçadores.

Nym desceu seus olhos machucados pela luz a tempo de entrever aquele quase sorriso cruzando a boca de Lennart. Não sabia o que o rapaz estava pensando naquele exato minuto, mas descobriu-se muito surpresa com relação àquilo.

- Como os boatos... isso realmente não o incomoda. - aquilo foi dito com um tom de certeza, porque era mais que óbvio. Provavelmente aquela pessoa estava quebrada... muito embora Nym tivesse seus próprios traumas para lidar, ainda achava interessante como algumas pessoas conseguiam sobreviver matando seus sentimentos mais importantes. - Oh... você é realmente um saco. A propósito, um colega de classe ou amigo não me chamaria de Senhorita. Isso pode despertar suspeitas.

Com a ponta dos dedos ela endireitou o pirulito novamente. Agora seus olhos estavam cravados no rapaz, que muito sutilmente mantinha a vigília ao seu redor. Nym viu-o acender outro cigarro e suspirou, dando-lhe uma cotovelada nas costelas. - Você vai acabar morrendo de câncer de pulmão, se continuar fumando um cigarro atrás do outro assim.
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Qui Set 28, 2017 11:02 pm

A segurança de Nymeria era algo que estava acima de tudo, ela não poderia ser tocada e caso fosse ferida o agressor deveria pagar com sangue. Todo o seu sangue. Como um fiel cão, ele iria proteger sua dona caso algo tentasse atacá-la, iria guiá-la pelos caminhos mais traiçoeiros e farejaria seus inimigos até suas tocas. Era para isso que a Hus havia lhe criado, um assassino completamente obediente e perfeito em todos os sentidos, por mais que tivesse seus momentos onde a sua coleira era incapaz de contê-lo completamente, Lennart não era um motivo de decepção.

Mesmo que a jovem Lindberg soltasse sua coleira e lhe ordenasse que partisse, ele iria ficar. Um bom cão nunca deixa seu dono para trás, mesmo que este seja o desejo dele. Isso casava muito bem com a teimosia natural que Eurus possuía, para o bem ou para o mal, ele estaria ao lado de Nymeria até o fim.


- Um bom cachorro late docemente para seu mestre e rosna ferozmente para os inimigos daquele que segura sua coleira - Ele falou, seus olhos ainda passando por toda a extensão daquele pátio. Toda movimentação era notada - Sim, eu até teria dó daqueles que se aproximam de você.

Os olhos castanhos voltaram-se para Nymeria, ele sabia muito bem que ela deveria ter pelo menos um conhecimento mínimo sobre a Casa e o que acontecia lá dentro. Porém, para estarem correndo boatos sobre a indiferença de Lennart significava que aquilo havia se tornado um traço característico dele, e isso não era aceitável. Aprendera a ser uma pessoa completamente mutável, sempre trazendo consigo inúmeras máscaras para que pudesse se misturar perfeitamente á multidão.

- Eu deveria chorar, ou lamentar-me? Perdoe-me, não possuo tais emoções por mais que seja capaz de emulá-las - Os únicos boatos e rumores que desejava ouvir sobre si era sobre o quão letal era, sobre como até hoje nenhuma missão que recebera acabara incompleta. Agora descobrir que estavam falando de suas emoções era algo um tanto irritante - Perdoe-me, mas um cão deve obedecer suas ordens. Muito bem, devo chamá-la pelo nome então, Nymeria?

O modo como ele botara ênfase ao falar o nome dela, combinado ao fato de que seu sotaque saíra muito forte durante aquela última frase, deixava muito a imaginar. Com um sorriso em seu rosto, o sempre atento assassino a olhava com o que parecia ser diversão, mas se tratando daquele que chamavam de Lothur, isso poderia significar uma variedade de coisas.

- Suponho que então teremos de dar parabéns ao câncer, já que será o único ser que realmente fez algum estrago em mim.
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Sex Set 29, 2017 12:26 am

Nym não duvidava da capacidade de Lennart de fazer tudo o possível por sua segurança. Um bom cão... sim, ele definitivamente o era. Talvez ela devesse afagar sua cabeça por isso. Só que Nymeria era teimosa. Ela era um poço de teimosia, na verdade. E por ser desse jeito ela não conseguia aceitar - não completamente - que fora-lhe dado um cão. Porque Nym estava acostumada a se virar sozinha. Ela não sabia como agir acompanhada... não sabia como era ter um parceiro além de seu irmão, e seu irmão estava tão sincronizado a ela que os dois nunca erravam.

Ela suspirou, metodicamente... seria um longo período. Muito mais longo do que imaginara, a princípio. O cão de guarda não iria embora, então restava-lhe duas opções: ou aceitar, ou fugir dele... e Nym poderia ver-se muito tentada com a segunda opção.

- Você vai querer um afago na cabeça e um carinho atrás das orelhas pela sua devoção? Talvez biscoitos Scooby? - ela não foi capaz de evitar a risada. - As pessoas recebem pelos seus atos. Digamos que... o Karma só irá coletar certas dívidas mais cedo.

Os olhos desiguais focaram-se exclusivamente nele e Nymeria Linberg sorriu placidamente. Ela parecia ver muito profundamente dentro dele naquele instante. Tão profundamente que seria impossível se desviar. Ou mudar sua máscara a tempo. Ela conseguia ver a revolta, e isso a fez deliberadamente sorrir.

- Você tem certeza que não as tem, ou você simplesmente esqueceu-se delas? - ela abaixou um pouco o corpo, observando-o de baixo, como se tivesse feito uma mesura, mas... parecia mais alguém que espia outra pessoa. - Como meu cão, você deveria dar preferência a mim. - aquilo foi dito mais num murmúrio, para si mesma, do que para Lennart. Ela recuperou sua postura e andou mais alguns passos. - Nymeria está ótimo, meu caro Lennart.

Nym trocou um olhar com o rapaz ao seu lado, um sorriso viperino singrando sua face. Havia muita provocação implícita nele, mas considerando o outro, era claro que ele perceberia. Assim como ela tinha várias ideias sobre as razões que levaram-no a praticamente "cantar" seu nome daquela maneira.

- Quando ele pegá-lo, farei questão de congratulá-lo devidamente. - ela apoiou uma das mãos no quadril. - Francamente, se o gosto disso for tão bom quanto o cheiro, me pergunto o que passa na cabeça dos fumantes.
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Sex Set 29, 2017 12:44 am

Desde que chegara aquele local, Lennart criara em sua mente inúmeros cenários que envolviam Nymeria em perigo. Sequestros, situações onde ela era uma refém, onde ela fora ferida. Mas havia uma coisa que era um tanto engraçada, obviamente a graça apenas existia quando se olhava da perspectiva de Lennart. Ele não se via falhando em nenhum desses cenários, na realidade ele considerava sua falha algo impossível de acontecer. Uma anomalia. Ou ele tinha uma confiança extrema em suas habilidades...

Ou ele era capaz de suportar toda aquela soberba com perfeição.


- Um afago na cabeça me parece bom. Quer que eu busque um banquinho? - Ele raramente provocava os seus mestres, mas Nymeria já deveria ter escutado sobre o humor ácido que o assassino possuía, nem mesmo o pai dela escapava das respostas cortantes que Lennart possuía - O Karma é uma ferramente inventada pela mente humana, para manipular aqueles que sentem remorso por suas ações.

Ela não teria como saber, mas ele acabara de recitar algo que o Imortal lhe dissera, anos atrás. Lothur não se arrependia de nada que fizera, das vidas que tomara, dos futuros que arruinara e das mentes que quebrara. Assim que viu que Nymeria notara aquela raiva dentro de si, ele apenas suspirou.

- Eu as matei - Respondeu-lhe Lennart, olhando Nymeria de cima com um pequeno sorriso em seu rosto. Emoções eram inúteis na área de trabalho que o rapaz operava. Apenas lhe atrapalhariam e o impediriam de tomar decisões mais drásticas quando estas fossem necessárias, e ele já tomara muitas dessas - Então, a partir de agora irei tratar-lhe como uma amiga.

Ele evitou comentar sobre o que ela falara antes, sobre ele dar preferência á ela. Um cão não deveria tomar decisões como estas, muito menos deveria ter uma opinião em assuntos como aqueles. Mas havia um fato imutável ali, quem no momento segurava sua coleira era Nymeria Lindberg. Em palavras um pouco mais poéticas, ele pertencia á ela. Aquela provocação que havia no sorriso de Nymeria fez o rapaz rir internamente, ele não sabia dizer exatamente se ela estava desafiando-o a mantê-la perto de si para que pudesse protegê-la, ou se havia algo a mais atrás daqueles lábios. De qualquer maneira, ele achava aquela situação hilária.


- Eu pessoalmente gosto de cigarros, mas não é para todos - Lennart disse, dando de ombros - Você quer provar?

Havia tanta malícia naquela última frase do assassino que ela poderia notar que ele gargalhava por dentro, graças a imagem que formava-se em sua cabeça.
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Nymeria Lindberg
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MensagemAssunto: Re: Pátio   Sex Set 29, 2017 1:50 am

A garota era realmente um imã para problemas, era de se esperar que todas as coisas que aquele rapaz pensava fossem acontecer em algum momento, porém... Nym também era versátil. Ela sabia como agir nas piores situações e como dar a volta por cima. Além disso, dificilmente era pega desprevenida. Talvez, para que Lennart exibisse seus dons, custasse um pouco mais de tempo do que o esperado.

- Oh, que amigável, mas eu prefiro que você abaixe sua cabeça como o bom cãozinho que é. - dito isso ela puxou-o casualmente pela gola, fazendo questão de usar a mão livre para bagunçar totalmente seus cabelos negros, desalinhando-os. - Uh... sendo isso verdade ou não, não mudará o destino dos pobres assassinos.

Avaliando que o estrago em seu visual arrumado já estava feito, a moça soltou-o novamente. Nym não era a melhor pessoa do mundo. Mas também era alguém de princípios. Havia limites que não deveriam ser ultrapassados, pelo menos por ela... desta forma, ela mantinha-se corrompida e pura ao mesmo tempo... uma visão estonteante.

- Melodramático. - foi o que ela respondeu, cinicamente. Suas sobrancelhas se arquearam quando ele disse que a trataria como uma amiga... ah, ele realmente sabia com quem estava mexendo, mas a subestimava bastante. - Meus amigos me chamam de Nym e ficam a pelo menos um metro de distância do meu corpo. Só para deixar claro... acredito que seus poderes de observação já tenham chegado a isso.

Nym era uma incógnita. Uma incógnita que desafiava qualquer um a resolvê-la. O que ela via por aqueles olhos desiguais?
Um mundo a ser conquistado...
Outras pessoas a serem desvendadas...
Uma solidão engolidora de corações.
Quanto a essa última, ela tendia a ignorá-la propositalmente. Porque se admitisse que a via e que aquilo era um espelho mostrando o que realmente era, a agonia poderia facilmente matar uma parte de si mesma.


- Na verdade...

Nym tirou o pirulito da boca, então aproveitou que Lennart estava com o cigarro na mão e pousou uma das mãos no braço dele para impulsionar seu corpo para cima. Então, ela tocou seus lábios nos dele, iniciando um beijo longo e profundo, em que sua lingua saboreou cada centímetro da boca dele. No entanto, assim que ela soltou-o, a expressão entediada voltou com força total.

- Como esperado, é horrível.
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